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Resíduos de petróleo subsistiam no mar 10 anos após explosão do Deepwater Horizon

Kris Krug / Flickr

O Golfo do México após o derrame de petróleo do BP Deepwater Horizon.

Um estudo esta terça-feira publicado revelou que pequenas quantidades de resíduos de petróleo subsistiam no fundo do mar 10 anos após a explosão e o afundamento da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no Golfo do México.

A explosão da plataforma, operada pela BP, ocorreu a 20 de abril de 2010, matando 11 funcionários. Em consequência do derrame de petróleo no mar, considerado o maior do género, estima-se que 800 mil aves terão morrido. A plataforma afundou-se dois dias depois, como lembrou a agência Lusa.

De acordo com um novo estudo, divulgado na Frontiers in Marine Science, camadas de crude cobriram a vegetação costeira e algumas partículas depositaram-se no fundo do mar, tendo sido detetadas, ainda que em poucas quantidades, dez anos depois do acidente, em 2020.

Investigadores da Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos (EUA), analisaram amostras de água da superfície, do fundo do mar e das linhas costeiras e monitorizaram a persistência de resíduos de petróleo e as transformações químicas que ocorreram nos seus componentes nos meses seguintes ao derrame e até 2020.

“Quanto melhor compreendermos os produtos químicos e as suas propriedades, melhor seremos capazes de mitigar derrames de petróleo e compreender e detetar danos ambientais”, justificou, citado em comunicado da editora da publicação científica, o primeiro autor do estudo, Edward Overton.

Segundo Overton, os derrames de petróleo “libertam muitos químicos rapidamente”, sendo que “a maioria dos danos ocorre logo após o derrame”.

O estudo sugere que muitos dos impactos ambientais são também causados pelos componentes do ‘crude’ quimicamente alterados, que podem apresentar diferentes toxicidades e propriedades físicas que influenciam os efeitos da exposição da vida selvagem a esses resíduos.

A investigação ressalvou que tais alterações químicas dependem das condições locais e do clima, o que as torna difíceis de antecipar em futuros derrames no mar.

  Lusa //

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