Pessoas mais altas têm maior risco de desenvolver cancro (e a culpa é das células)

Pessoas altas têm um risco maior de desenvolver cancro porque têm mais células para que a doença se espalhe, avança um estudo internacional recente.

A ideia de que as pessoas mais altas têm maior probabilidade de ter cancro tinha já sido avançada em 2015 por uma equipa de investigadores do Instituto Karolinska, em Estocolmo.

Agora, um novo estudo, publicado esta quarta-feira na revista Proceedings of Royal Society B, sugere que o risco de desenvolver diferentes tipos de cancro é mais provável em pessoas altas. porquê? A resposta é simples: pessoas altas têm mais células e, portanto, maior probabilidade de essas células se tornarem cancerosas.

A investigação, que aponta para as mesmas conclusões de estudos anteriores, indica que, para um aumento de 10 centímetros acima da média da altura usada como referência (1,70m para homens e 1,60m para mulheres), há um risco 10% maior de a pessoa em questão desenvolver cancro.

Os dados foram recolhidos através de quatro estudos de grande escala. cada estudo tinha, pelo menos, 10 mil casos de cancro para cada sexo, tendo sido analisados 18 tipos de cancro distintos.

Entre os 18 tipos de cancro analisados, quatro – no pâncreas, no esófago, no estômago e na boca/faringe – não mostraram nenhum tipo de aumento com a altura. Já no que diz respeito aos tumores específicos de cada sexo, apenas um – o cancro do colo do útero – mostrou não ter qualquer relação com a altura das pacientes.

No fundo, esclarecem os cientistas, as pessoas de maior estatura têm um maior risco de desenvolver melanoma porque têm uma proporção maior de células e mais pele do que pessoas de estatura média.

Leonard Nunney, da University of California Riverside e principal autor do estudo, disse à AFP que “isto significa que o risco extra que estas pessoas têm não pode ser reduzido”.

Apesar de a altura ser determinada pelos genes, Nunney adianta, porém, que o ambiente durante a infância tem também um efeito e, assim, um impacto associado ao risco de cancro. “O ambiente e os fatores genéticos atuam durante a infância e ambos têm um forte efeito sobre a altura adulta. Não há razão para acreditar que os seus efeitos sobre o risco de cancro sejam diferentes, já que o vetor é o número de células”, esclareceu.

A obesidade é também apontada como um fator que aumenta o risco individual de cancro, mas entre a obesidade e a altura há uma diferença. A obesidade aumenta o tamanho das células, mas não cria muitas mais.

“Portanto, a causalidade de um aumento no risco de cancro relacionado à obesidade é diferente daquela do efeito da altura”, acrescenta o investigador.

Ainda assim, o cientista argumenta que as pessoas altas não devem ficar alarmadas porque a altura não é o único, nem sequer o principal fator para o desenvolvimento desta doença. “O efeito é estatístico e relativamente pequeno para a maioria das pessoas.”

ZAP // BBC

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