Os percevejos andaram ao lado do T-rex (e sobreviveram ao asteróide que matou os dinossauros)

Percevejos têm sido companheiros parasitas de outras espécies além dos humanos durante mais de cem milhões de anos, tendo caminhado na terra ao mesmo tempo que os dinossauros.

Uma equipa internacional de cientistas comparou o ADN de dúzias de espécies de percevejos para entender as relações evolutivas dentro do grupo, bem como a sua relação com os seres humanos.

A equipa descobriu que os percevejos são mais velhos que os morcegos – um mamífero que as pessoas acreditavam ser o primeiro hospedeiro há cerca de 50 a 60 milhões de anos. Percevejos, na verdade, evoluíram cerca de 50 milhões de anos antes.

Os percevejos ocupam uma posição de destaque na lista dos companheiros humanos mais indesejados, mas até agora pouco se sabia sobre quando se originaram. Especialistas descobriram que a história evolutiva dos percevejos é mais complexa do que se pensava anteriormente, sendo que as criaturas já existiam durante o tempo dos dinossauros.

São necessários mais estudos para descobrir como era naquele tempo, embora o entendimento atual sugira que é improvável que se alimentassem do sangue dos dinossauros. Isso ocorre porque os percevejos e todos os seus parentes se alimentam de animais que têm uma “casa” – como um ninho de pássaros, uma toca de coruja, um morcego ou uma cama de humanos.

A equipa passou 15 anos a recolher amostras de locais selvagens e museus em redor do mundo, evitando morcegos e búfalos em cavernas africanas infetadas com ébola e a escalar penhascos para recolher ninhos de pássaros no sudeste da Ásia.

Mike Siva-Jothy, do Departamento de Ciências Animais e Vegetais da Universidade de Sheffield, que fazia parte da equipa, disse em comunicado: “Pensar que as pragas que hoje vivem nas nossas camas evoluíram há mais de 100 milhões de anos e andavam pela terra lado a lado com os dinossauros foi uma revelação. Isto mostra que a história evolutiva dos percevejos é muito mais complexa do que pensávamos anteriormente”.

“A primeira grande surpresa que descobrimos foi que os percevejos são muito mais velhos do que os morcegos, o que todos supunham ser o primeiro hospedeiro”, acrescentou Steffen Roth, do Museu da Universidade de Bergen, na Noruega, que liderou o estudo publicado na revista Current Biology.

O estudo também revela que uma nova espécie de percevejo conquista os humanos a cada meio milhão de anos. Além disso, quando os percevejos mudam de hospedeiro, nem sempre se especializam nesse novo hospedeiro e mantêm a capacidade de regressar ao hospedeiro original. Isto demonstra que, embora alguns percevejos se tornem especializados, alguns permanecem generalistas, saltando de um hospedeiro para outro.

A equipa também descobriu que as duas principais pragas dos percevejos humanos – o percevejo comum e o tropical – são muito mais velhas que os humanos, o que contrasta com outras evidências de que a evolução de humanos antigos causou a divisão de outros parasitas humanos em novas espécies.

Os cientistas esperam que as descobertas ajudem a criar uma história evolutiva de um importante grupo de insetos, permitindo-nos entender como os outros insetos se tornam portadores de doenças, como evoluem para usar diferentes hospedeiros e como desenvolvem novos traços. O objetivo é ajudar a controlar os insetos de forma eficaz e prevenir a transmissão de doenças vetorizadas por insetos.

ZAP //

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