Pandemia custou cerca de 1700 empregos por dia desde março

Paulo Novais / Lusa

A taxa de desemprego subiu para os 7% em junho, mais 1,1 pontos percentuais do que no mês precedente e mais 0,4 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2019, segundo dados provisórios divulgados esta quarta-feira.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população empregada em junho (dados também provisórios) registou variações de 0,1% relativamente ao mês anterior e de -3,6% por comparação com o mesmo mês de 2019.

Para junho, os resultados provisórios do INE indicam que a taxa de subutilização de trabalho situou-se em 15,4%, mais 0,8 pontos do que no mês precedente e mais 2,4 pontos percentuais do que há um ano.

“Para o aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês, ao contrário do sucedido nos meses anteriores, contribuiu exclusivamente o aumento do número de desempregados e do subemprego de trabalhadores a tempo parcial, já que diminuiu o número dos inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e o de inativos disponíveis, mas que não procuram emprego”, relata o INE.

De acordo com o jornal online Observador, desde o final de março, mês em que foi declarado o estado de emergência, pelo menos 155 mil pessoas perderam o emprego. Ou seja, em média, em cada um dos dias de abril, maio e junho, pelo menos 1703 pessoas perderam o posto de trabalho.

O Diário de Notícias fala numa perda de 180 mil postos de trabalho. Segundo o jornal, que cita os cálculos do site Dinheiro Vivo, de março a junho foram apagados mais de metade dos empregos criados durante os Governos de António Costa.

De acordo com as séries mensais históricas do INE, o emprego criado desde que os socialistas foram para o Governo e até às vésperas da pandemia traduziu-se numa criação líquida de 350,9 mil postos de trabalho.

Os cálculos do Dinheiro Vivo mostram que, entre março e junho desapareceram 180,7 mil postos de trabalho, ou seja, mais de 51% do emprego criado desde dezembro de 2015, o primeiro mês do Governo PS.

Esta quarta-feira, o INE também reviu em alta o valor da taxa de desemprego de maio para 5,9% (os dados provisórios apontavam no mês passado para 5,5%), menos 0,4 pontos percentuais do que no mês precedente e menos 0,7 pontos do que há um ano.

Perante esta situação, o ministro da Economia afirmou que os indicadores da atividade das empresas e do emprego “levam a pensar que o ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás“, cita o jornal digital.

O governante referiu que, apesar de ainda se assistir “ao crescimento do número de desempregados”, verifica-se que, “em junho, já houve mais ofertas de emprego e mais colocações de trabalhadores do que em maio”.

ZAP //

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