ONG denuncia detenções de advogados e ativistas na China

(dr) Xinhua

O presidente da China, Xi Jinping

Uma organização não-governamental (ONG) denunciou a detenção na China, nos últimos dias, de uma dezena de advogados e de ativistas de direitos humanos, na sequência de um encontro realizado em meados de dezembro.

A Chinese Human Rights Defenders (CHRD) indicou que, entre os detidos, conta-se o advogado Ding Jiaxi, um dos mais proeminentes membros do chamado Movimento dos Novos Cidadãos, um grupo cívico conhecido pela campanha de combate à corrupção, noticiou esta quinta-feira a agência Lusa.

De acordo com a ONG, Ding foi detido em 26 de dezembro, em Pequim, sem qualquer ordem judicial, depois de a polícia ter entrado em casa e confiscado o seu telemóvel, computador e outros objetos pessoais. Em 2012, tinha sido condenado a três anos e meio de prisão por “distúrbio da ordem pública”, saindo em liberdade em outubro de 2016.

O professor universitário Zhang Zhongshun e o ativista Dai Zhenya foram também detidos e acusados de “incitar à subversão do poder do Estado”, uma acusação utilizada pela justiça chinesa contra dissidentes e ativistas dos direitos humanos.

Entre os detidos, contam-se ainda o ativista Li Yingjun e o advogado Huang Zhiqiang.

Nos últimos dias, a polícia chinesa deteve ainda o ativista Wei Xiaobing por supostamente ter distribuído ‘t-shirts’ com palavras de ordem de apoio aos protestos de Hong Kong.

A CHRD exigiu a libertação imediata dos detidos e lembrou a Pequim que a Constituição chinesa afirma que todos os cidadãos do país têm direito a reunir-se pacificamente.

Segundo a organização, a rusga teve como alvo os participantes de um encontro de ativistas de direitos humanos e de advogados na cidade de Xiamen (sudeste), no dia 13 de dezembro, que contou com a presença de cerca de 20 pessoas.

  Lusa //

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