O planeta mais próximo do Sol está a morrer

Geólogos da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, avaliaram o ritmo de arrefecimento de Mercúrio e o tempo que levou o planeta mais próximo do Sol a adquirir o tamanho que tem hoje – e concluíram que o pequeno planeta está a morrer.

O estudo, publicado na revista Geophysical Research Letters, revela que a sonda norte-americana MESSENGER (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry) encontrou na superfície de Mercúrio numerosas dobras, sinuosidades e fraturas, o que permite tirar conclusões sobre a actividade tectónica do planeta – pelo menos no passado.

Os primeiros dados sobre as alterações do tamanho de Mercúrio foram registados pela estação espacial Mariner 10.

As saliências e reentrâncias tectónicas na superfície do planeta, segundo os cientistas, podem ter surgido devido ao arrefecimento de Mercúrio. No entanto, apenas agora os geólogos conseguiram estimar o período e a velocidade desses processos.

Segundo os geólogos Kelsey Crane e Christian Klimczak, autores do estudo, a contracção global do planeta começou há mais de 3,85 mil milhões de anos. A redução do tamanho do planeta é agora pouco perceptível, mas mesmo assim o raio de Mercúrio diminuiu em mais de cinco quilómetros.

Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Carnegie Institution of Washington / NASA

A contração global de Mercúrio começou há mais de 3,85 mil milhões de anos

A contração global de Mercúrio começou há mais de 3,85 mil milhões de anos

Os geólogos acreditam que Mercúrio começou a encolher após um bombardeamento de meteoritos, que durou cerca de 400 milhões de anos e terminou há 3,8 milhões de anos. O corpo celeste está ainda a modificar-se, mas a actividade tectónica praticamente parou e o campo magnético do planeta está cada vez mais fraco.

Mercúrio foi estudado em detalhe por duas sondas apenas até agora – a Mariner 10, entre 1973 e 1975, e a MESSENGER, entre 2011 e 2015. Em 2018, o Japão e a agência espacial  europeia ESA planeiam enviar uma terceira missão a Mercúrio, a BepiColombo, composta por duas sondas.

Os primeiros resultados da missão ainda vão demorar muitos anos a chegar à Terra. Mesmo que o lançamento seja realizado já em 2018, a BepiColombo apenas alcançará o planeta mais pequeno do sistema solar em 2025.

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