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Nova Iorque obriga comunidades judaicas a vacinar filhos

PAHO / WHO

O surto de sarampo que despoletou em Nova Iorque, levou o estado americano a obrigar as comunidades judaicas a vacinarem os filhos. Assim, deixa de haver isenções religiosas para a vacinação.

O estado de Nova Iorque permitia que, por motivos religiosos, a comunidade judaica não vacinasse os filhos. No entanto, após o surto de sarampo no estado nova-iorquino, os políticos acabaram com a isenção religiosa, passando a obrigar todos a vacinarem os filhos contra o sarampo.

O Governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, considera esta uma emergência de saúde pública, pelo que deveria ser feito algo para combater o surto. Poucos são os estados americanos que não abrem exceções religiosas à vacinação, nomeadamente Califórnia, Arizona, West Virginia, Mississippi e Maine.

Acredita-se que a falta de vacinação da comunidade judaica em Nova Iorque foi responsável pelo surto de sarampo. No entanto, foram vários aqueles que se opuseram à nova lei esta quinta-feira. O republicano Michael Montesano chama-lhe “um ataque aos direitos da Primeira Emenda dos Estados Unidos”.

Já o democrata Kenneth Zebrowski, que segundo o The New York Times votou a favor, disse que o seu trabalho como legislador “não é reagir a epidemias, mas sim preveni-las”.

Nova Iorque declarou estado de emergência a 9 de abril deste ano, após um surto de sarampo ter infetado cerca de 285 pessoas. Atualmente, já são mais de mil casos detetados e os números continuam a aumentar. As campanhas anti-vacinação da comunidade judaica contribuíram, até agora, para o agravamento da situação.

“Embora eu entenda e respeita a liberdade de religião, o nosso trabalho primordial é proteger a saúde pública“, disse, em comunicado, o mayor de Nova Iorque, Andrew Cuomo. Segundo ele, a nova lei “ajudará a evitar novas transmissões e interromperá este surto”.

A Associação Médica Americana mostrou-se solidária com a nova lei e prometeu intensificar os esforços para “incentivar os estados a eliminarem isenções não-médicas“.

  ZAP //

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