Nova arma hipersónica da China é mais perigosa do que se pensava

CCTV

A nova arma hipersónica chinesa.

A nova arma hipersónica da China é mais perigosa do que se pensava. O Pentágono mostra-se altamente preocupado e não sabe como a travar.

Estados Unidos e China são dois países que tipicamente apostam forte na Defesa militar. As duas nações estão constantemente atentas uma à outra, à espera de novos desenvolvimentos no lado oposto.

Por isso mesmo, o Pentágono sabia que a China estava a trabalhar numa nova arma hipersónica, que já tinha alarmado os norte-americanos pelo seu potencial.

Há cerca de um ano, o Departamento de Defesa dos EUA disse que uma nova arma chinesa “excedeu os limites da Física”. Agora, com novas informações, os Estados Unidos estão ainda mais preocupados. O Pentágono sabe agora que se trata de uma arma nuclear projetada para destruir bases no Pacífico, segundo o El Confidencial.

Um relatório deste ano dá conta que a capacidade hipersónica do país está extremamente avançada e transformará a força dos mísseis de Pequim.

“A implantação do míssil balístico de médio alcance (MRBM) pela China com o veículo de deslizamento hipersónico DF-17 (HGV) continuará a transformar a força de mísseis do PLA”, afirma o Departamento de Defesa no relatório entregue ao Congresso dos EUA.

“O sistema, comissionado em 2020… foi projetado para atacar bases e frotas militares estrangeiras no Pacífico ocidental”, lê-se ainda no documento.

De acordo com o Pentágono, o primeiro lançamento do míssil balístico intercontinental foi feito em julho do ano passado. O HGV voou à volta do mundo e caiu na China, percorrendo “a maior distância (cerca de 40.000 km) e o maior tempo de voo (mais de 100 minutos) de qualquer sistema de armas de ataque terrestre” da China até aos dias de hoje.

O HGV terá errado o alvo, mas ficou perto. No entanto, com uma ogiva nuclear, aproximar-se alguns metros ou atingir o alvo não importa muito, realça o El Confidencial.

A preocupação do Pentágono é que eles ainda não sabem como travar este míssil. Como voa numa órbita baixa e pode manobrar a sua trajetória de descida como quiser, a uma velocidade superior a Mach 7 — sete vezes a velocidade de som —, torna-se praticamente impossível intercetá-lo.

  Daniel Costa, ZAP //

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