Se Portugal não sai do euro está condenado, diz Nobel da Economia

World Economic Forum / Flickr

Joseph Stiglitz, Nobel da Economia de 2001, no World Economic Forum em Davos, 2009.

Joseph Stiglitz, Nobel da Economia de 2001, no World Economic Forum em Davos, 2009.

O Nobel da Economia Joseph Stiglitz defendeu que o melhor caminho para Portugal será sair do euro, já que se permanecer na moeda única irá ter dificuldades no futuro.

“Acho que a Europa, como um todo, devia começar a pensar num divórcio amigável com alguns países, para estes pensarem em formas para lidar com a saída. Não será um processo imune a dificuldades. Custa mais a Portugal ficar do que sair do euro“, disse o economista em entrevista à Antena 1.

Segundo Joseph Stiglitz, caso Portugal permaneça na moeda única “está condenado”, salientando que a Europa “não tem, nem vai ter condições políticas para fazer as mudanças necessárias” e, como tal, aconselha os portugueses a sair do euro.

“Acho que cada vez é mais claro que ficar é mais custoso do que sair“, referiu, lembrando que a ideia de ficar tem sido defendida “com base na esperança de que haverá uma posição mais suave na Alemanha”.

No entanto, Stiglitz clarificou que as políticas de austeridade prescritas pelos alemães “vão continuar mesmo que a teoria económica e até o Fundo Monetário Internacional (FMI) demonstrem, claramente, que a austeridade nunca irá funcionar“.

O economista lembrou que a saída do euro daria a Portugal condições para “crescer, criar emprego e um processo de restruturação da dívida“, sublinhando que, “apesar de ser duro”, uma vez a “dívida estruturada, a moeda cresceria”.

Joseph Stiglitz, professor na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, foi distinguido com o Nobel da Economia em 2001.

ZAP / Lusa

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39 COMENTÁRIOS

  1. Não lhes chame iluminados que se ofendem, agora a sério sim talvez tenha mesmo razão mas isto porque se esqueceu de dizer que quando Portugal poderia ter aproveitado os primeiros dinheiros vindos de fora estes apenas serviram para encher os bolsos de muita mas mesmo muita gente ligada a todos os partidos e amigos e amigos dos amigos, dinheiro que servia para ter crescido apenas serviu para grandes carrões e grandes casarões etc,etc.
    Para nosso mal fomos sempre governados por interesses particulares e não pelo Pais, sinceramente digo já aqui de caras que o nosso povo também só tem o que merece pois é capaz de mover mundos pelo futebol e outras coisas mas pelo interesse do Pais tá quieto, enfim.
    Eu já me habituei a ideia de ter um Pais podre e onde o povo nada faz a não ser pensar individualmente, somos por vezes bons quando nos juntamos por exemplo em solidariedade mas mesmo aqui a sempre quem se aproveite para outras coisas, enfim é como digo o povo merece mesmo sofrer pois nada faz.

    • Boa, concordo plenamente consigo.
      Há excepção de muito muito poucos (sim, pq não nos devemos esquecer que ainda existem pessoas boas neste mundo e que se preocupam com os outros), a maior parte está na política por interesse próprio.

  2. A moeda única não é um projecto de cooperação Europeia, não é um projecto para o desenvolvimento das economias mais periféricas, e da economia portuguesa em particular.

    A moeda única não é um projecto para mais e melhor emprego.

    A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grande potências e de consolidação do poder de grandes transnacionais na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.

    A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado…

    O Primeiro-Ministro vai procurando enfeitar o seu febril fundamentalismo pela Moeda Única, pela Europa política, económica e monetária, com a referência vaga a uma dita Europa social.

    Mas a Europa social que os trabalhadores e o povo português reclamam não pode resumir-se a meras frases vazias de conteúdo, nem à concepção de uma Europa social “complementar” e de disfarce da Europa comandada pelo capital financeiro em que o “social” apenas visa favorecer uma certa resignação dos trabalhadores à pretensa inevitabilidade da baixa dos custos do trabalho.

    Essa concepção instrumental, subordinada e propagandística do “social” na Europa da moeda única é, aliás, perfeitamente comprovada com o facto de a menção do emprego como princípio de valor equivalente à estabilidade monetária ter sido rejeitada pelos governos dos quinze na Conferência Inter- Governamental. Ou como, mais cruamente, a pôs a nú o presidente do Bundesbank ao afirmar que “com a moeda única, o airbag social será suprimido”.

    “A coesão económica e social” deve ser o objectivo central de qualquer integração europeia e não uma vulgar opção que se junta em último lugar para tornar o todo publicamente apresentável. De nada representaria amanhã uma gota de “social” no oceano do desemprego, da pobreza, da desregulamentação, da flexibilidade, da liquidação de direitos e do tudo à economia de casino que é o que representa a Europa da moeda única.

    (excerto de intervenção de Carlos Carvalhas na A.R., em 19 de março de 1997)

    • Sim Herberto entendo algumas destas coisas mas também ainda hoje vem uma noticia no cm por exemplo que o dirigente da cdu recebe uma reforma vitalícia desde os 40 e picos anos enquanto qualquer pessoa que trabalha normalmente e cada vez mais morre sem que tenha aproveitado reforma alguma, estas coisas por vezes ditas por politicos tem que se lhe diga, dou mais valor a algo dito por uma pessoa pura do dito povo do que de algum politico.
      Hoje em dia na politica ou partidos a que deixei de acreditar a bastante tempo pois por trás do pano a sempre interesses ocultos e bem ocultos, mas pronto é como digo é o Mundo que se foi construindo e em que temos de viver e nos adaptar a todas estas barbaridades que se vão cometendo.

        • Se ler os meus comentários verá que me refiro a todos os partidos, só referi este em particular por alguém ter referido enxertos deste e nada mais, sei que muita gente ainda acredita neste ou naquele partido pois eu não, atualmente nem 1.

    • Nunca ninguém ouviu a expressão, “com a verdade me enganas”? É absolutamente verdade, mas a seguir, quando se transfere o poder a quem o proferiu, descobre-se que havia uma agenda escondida. É recorrente e velho como a espécie humana. O que secretamente a maioria (?) gostaria de ter é pessoas um bocado com o perfil de santos (ou salomão?) a tomar conta da coisa governativa. Só que só por enorme descuido é que vão parar ao poder (pode acontecer, basta ver como o 1º roosevelt se tornou presidente – uma anedota) . Entretanto a obra das pessoas desse apelido foi completamente destruído. E temos o mundo que temos (por agora), até a rainha de inglaterra se descuidou e se referiu ao natal de 2015 como sendo o ultimo.. whatever. Depois foi corrigido, claro. Face a essa possibilidade, esta discussão é como uma conversa para não adormecer.

  3. Convém lembrar que este americano não está interessado em ver uma Europa forte a rivalizar com os Estados Unidos. Vejam o caso da Boeing, que está a perder terreno para a Airbus e isso mexe muito com a economia e a vaidade americana. O que Portugal precisa é de melhores políticos e de melhores empresários e de trabalhar mais e endividar-se menos. Que é o que a geringonça que nos governa não faz. Só partidos extremistas, que também querem o fim da União Europeia, como o nosso PCP ou os neo-nazis de outros países, querem a saida do Euro.

    • Não me leve a mal, mas o seu comentário peca por excesso de simplismo… Pretender reduzir as declarções de Joseph Stiglitz sobre as virtudes de uma eventual saída de Portugal do Euro ao quadro da rivalidade (comercial, depreendo) entre os EUA e a UE parece-me bastante redutor. O exemplo que referiu é interessante, mas está longe de se esgotar na concorrência Boeing vs Airbus. Neste momento, há uma série de novos ‘players’ no campo da aeronáutica civil que estarão em condições de disputar o mercado aos dois grandes no sector dos aviões de passageiros para curtas e médias distâncias (responsável pela maior fatia de vendas a nível global), da já consagrada Embraer (que por acaso, também já fabrica na Europa, nomeadamente na República Checa e entre nós, nas OGMA de Alverca) à japonesa Mitsubishi, que tem neste momento a voar o MRJ, que bate aos pontos os concorrentes directos da Bombardier e da Embraer e que é talvez o melhor jacto regional existente.

      Além disso, e ainda em resposta ao ‘duopólio’ Airbus/Boeing que referiu, convém não esquecer que o líder mundial no fabrico de motores turbofan para aviões de transporte civis e militares foi, é e certamente continuará a ser a Pratt & Whitney, uma empresa americana… Seguem-se a General Electric Aviation, também americana, e a Rolls-Royce, britânica, e só depois a Safran, francesa.

      Por último, existem inúmeros programas de cooperação aeroespacial entre a Europa e os EUA (a própria Airbus tem linhas de montagem do lado de lá do Atlântico), pelo que é aconselhável não levar demasiado a sério as tais rivalidades. Hoje em dia o capital não tem pátria…

    • Esclareça-me por favor porque não percebi o seu comentário a partir
      daqui “O que Portugal precisa …
      -Portugal alguma vez teve, tem ou terá políticos?
      Não porque estes ditos são uns paraquedistas e oportunistas que se
      governam à sombra dos partidos.
      -Acha que os empresários ainda deviam explorar melhor os trabalhadores?
      Não porque estes já são explorados demais.
      -Onde é que de facto tem estado e está agora a União Europeia?
      Nunca a vi nem vejo.
      -Qual foi a vantagem da entrada de Portugal no Euro?
      Apenas uma.Não andar constantemente a cambiar as diferentes moedas dos
      países aderentes.O valor em si de cada moeda anterior mantêm-se

    • Concordo que, sem duvida, uma Europa forte não interessa ao Estados Unidos, nem no dominio monetário ( na moeda ) nem no dominio comercial. Acabar com a UE é o desafio que se lhes coloca.
      Quanto ao resto que disse, estou com duvidas. Vejamos, o meu amigo diz que precisamos de melhores politicos ( concordo) melhores empresários ( concordo também), trabalhar mais ( já penso ser mais dificil, pois já somos dos que mais trabalhamos na UE) e “endividar menos” e aqui já discordo face às circuntâncias.
      Caro amigo, o nosso País, como todos sabemos, pouco produz. Não tem uma politica fiscal interessante para captar investimentos, ao nível juridico, a justiçaé lenta, a burocracia existente para quem quer investir é ainda grande. Neste quadro, temos apenas duas opções: Ou, como que por magia, resolvemos todos estes problemas duma assentada ou, alternativamente e porque o País não gera riqueza própria, temos que nos endividar para assim podermos fazer investimentos produtivos, os investimentos que geram retorno e criam riqueza. Embora muitos não gostem porque, em abono da verdade, houve oportunistas ( mas isso haverá sempre infelizmente), o projecto que Sócates estava a tentar implementar era exactamente esse.

  4. O saloio do povo, tem apenas o que merece…
    Deixam os “chico-espertos” aproveitarem-se da sua burrice…
    E ainda os apoiam!!!!!!!!
    Cambada de ignorantes a votar, é no que dá…

  5. Inteiramente de acordo com o JANUS2015. Os americanos (com NOBEL ou sem ele) querem que apenas o dólar seja moeda internacional. Verem que o euro pode competir com o dólar assusta-os e por isso o desejo deles é que o euro acabe. Por outro lado, uma Europa Federal também não a querem,ó pois seria uma potência mundial a competir com eles. E é dela que nós todos, Portugueses incluídos, precisamos. Haverá nessa Europa países mais ricos e outros mais pobres. Mas isso acontece também com os Estados americanos: Todos sabemos que a Louisiania tem um nível de vida muito mais baixo que Nova Iorque, o Texas, a Califórnia? Agora não passa pela cabeça dos americanos (simples cidadãos ou políticos) sacrificar sadicamente os habitantes da Louisiania com impostos muito mais altos que os do Estado de Nova Iorque, do Texas, da Califórnia.. E a propósito do Boeing versus Airbus: Já esquecemos que o supersónico europeu foi destruído pela inveja americana?

  6. Só uma simples questão e que nunca ouvi alguém se pronunciar sobre isto: Quando, é que os Portugueses foram ouvidos, se queriam ou não a sua participação na Comunidade Económica Europeia. Todo que queiram dizer disto e daquilo acho que a última palavra é do povo e mais ninguém. E assim dissipava-se toda e qualquer dúvida.

  7. Não concordo!
    Para “amortizar” uma saída do EURO, seria necessário ter uma economia forte para que os impactos negativos não fossem tão severos. Ora, Portugal não tem uma economia forte. Responsáveis? Claro que há e personifico-os numa pessoa e seu governo, Cavaco Silva.
    Com efeito, as gigantescas verbas que o País recebeu ( no tempo dos governos de Cavaco) tinham o propósito de desenvolver estruralmente este País, infelizmente, o que aconteceu não foi isso. Foi um desbaratar de fundos, para amigos, para empresas fantasma, para agricultores da treta, para formações da treta, etc, além do evidente desinvestimento em setores nos quais poderiamos ser fortes, casos do mar ( pescas e não só) porque somos o 4 maior País do Mundo com maior zona economica exclusiva,somos uma porta de entrada na europa, fundamental para a America do Sul, por exemplo, e daí a importância de termos bons e competitivos portos portuários mas também no âmbito das energias renováveis, com o mar e sol que temos em destaque. Nada destas apostas foram feitas, excepção para o governo de Socrates ( tenham paciência os criticos mas, verdade é verdade.) Foi um autentico fartar vilanagem. Hoje, não somos nada! Uma economia a “renascer das cinzas”, uma crise internacional que teima em manter-se, um País sem o desenvolvimento estrutural necessário. Sair hoje, na minha modesta opinião, seria duplamente negativo. Primeiro, não estamos estruturalmente preparados, ainda que de forma negociada, para essa saída e, por outro lado, estaríamos a servir interesses americanos, pois eles têm todo o interesse ( até para a sua estabilidade economica )em manter o dólar como moeda referência. O princípio da queda do Saddam Hussein foi exatamente a ameaça que ele fez de adoptar como moeda referência o Euro. É só pensar um bocadinho!

    • Não concordo!
      Para “amortizar” uma saída do EURO, seria necessário ter uma economia forte para que os impactos negativos não fossem tão severos.
      Pois sim e a Islândia tinha ?
      A certas coisas que ou são ou não são, coisas que não pode haver meio termo, ser anti Cavaquista ou não é como digo todos sem excepção que passam no governo só e apenas fazem por ter ganhos para eles e amigos ficando sempre mas sempre o Pais a arder.
      Tem razão no que diz e não lha tiro mas caro amigo seja cavaco ou outro são todos da mesma gamela, como digo partidos sempre fizeram parte de elites e não o que deveriam fazer que era zelar pelos nossos interesses como Pais.

      • Caro senhor, o exemplo que dä é o exemplo que, penso eu, todos desejaríamos, como portugueses, para o nosso País. De qualquer forma está a comparar coisas incomparáveis, quer em dimensão quer em estatuto. A Islandia nunca fez parte da UE nem nunca (obviamente) teve moeda unica, logo, falar em impactos duma saída nem se colocam.
        Eu sou um adepto fervoroso das pollíticas dos países nórdicos. Conseguem, como ninguém, conciliar interesses financeiros com democracia (Estado Social) mas, comparar o nosso País com a Islandia é, perdoe-me, absurdo.
        Permita-me dizer-lhe que a sua lógica de racíocinio está inversamente escrita no seu comentário. Se tem começado pelo fim, provavelmente estaríamos de acordo, porque uma eventual saída nossa da moeda unica esbarra com o que escreveu no fim do seu comentário.
        O mal disto tudo começa com o abuso e má aplicação dos fundos comunitários no tempo de Cavaco Silva. O problema da Islandia foi FINANCEIRO E NUNCA FOI ESTRUTURAL. Ora, connosco foram ambos. Ter um problema estrutural significa não estarmos aptos ao investimento externo e interno. As reformas para as quais recebemos fundos e que hoje nos tornam “prisioneiros” desta UE comandada pelos neoliberais alemães, nunca foram, como deveriam ter sido, feitas, pelo Cavaco Silva. Foi mais interessante beneficiar amigos do que fazer reformas. Arranjou maneira de agradar a todos no imediato mas sem ter uma visão de futuro.
        Quanto á sua pergunta, se a Islandia tinha uma economia forte, tinha!
        Sabe, o conceito de ” forte” numa economia prende-se com a capacidade da mesma responder às adversidades que se colocam. Como já lhe disse, a economia Islandesa tinha essa capacidade porque fez, na altura certa, as reformas estruturais que se impunham, aproveitando e potenciando os seus recursos, designadamente, no setor do mar (mas há mais, entre eles o aluminio). NÓS? NÃO.
        Contrariamente ao senhor, eu não tenho problema nenhum em dizer que me identifico com o PS. porquê? Porque me parece ser o unico partido a pretender conciliar Capitalismo com Estado Social. O PSD e o CDS são hoje, claramente, partidos com matriz neoliberal, seguidores das lógicas sociais e economicas alemãs, os comunistas e bloquistas são “abaixo o capital”, o que é absurdo tendo em conta que qualquer País necessita de capitalistas (investidores) para se desenvolver, criar emprego e riqueza.
        Não sou “anti-Cavaquista”, sou é contra gente estúpida, que teve todas as condições para desenvolver ESTRUTURALMENTE este País e não o fez. Se fosse alguém do PS, diria exatamente o mesmo porque, primeiro estamos nós, todos nós, Portugueses. VOLTO TAMBÉM A DIZER, E ESTOU-ME NAS TINTAS PARA O QUE DIGAM, O GOVERNO DE JOSÉ SOCRATES FOI O UNICO COM UMA VISÃO DE FUTURO, APOSTANDO NO QUE TEMOS DE MELHOR, O MAR, AS ENERGIAS RENOVÁVEIS E A EDUCAÇÃO deste povo, fundamental para avançarmos. Somos trabalhadores, dedicados e respeitados em todo o Mundo para onde vamos trabalhar. Falta-nos alguma evolução em civismo e nível académico. Preferiram queimá-lo! Parabéns!
        Por fim, ainda a Islandia. Sabe o que disse o presidente deles numa entrevista? Cito ” entre interesses financeiros e democracia, escolho a democracia”.
        Sabe como saíram da crise? Foram “resgatados” pelo FMi, mas aplicaram politicas exatamente ao contrário das preconizadas pelo FMI, isto é, para eles, austeridade é um absurdo, os Bancos privados, SENDO PRIVADOS, NÃO TÊM QUE TER AJUDAS DO ESTADO, NEM NJECÇÕES DE CAPITAL (TANTAS VEZES JÁ EU DISSE ISTO AQUI EM NOTÍCIAS ), E FIZERAM PREVALECER A PRESERVAÇÃO DO SEU ESTADO SOCIAL. Foi um sucesso, cujo FMI admitiu mas, omitiu que esse sucesso não foi conseguido com austeridade.

  8. Está certíssimo o Nobel. A longo prazo a permanência na UE será penosa para Portugal.
    Mas esqueceu-se que nós temos o Costa ( e o Centeno ) assessorados pela Katy e pelo Jeró. Com eles, Portugal vai chular a UE e os Mercados até ao último pingo. E enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. É a teoria comuno-socialista, do subsídio-dependente e do “pendura” e até agora nem o Marcelo acha mal.
    O Joseph Stiglitz que continue a pagar os seus impostos para que não faltem fundos comunitários ao Costa. Nós só vamos sair com um biqueiro bem aplicado.

  9. Portugal vai sair dessa crise pois vai aparecer um grande amigo tipo aquele que o Engº Socrates Tem e paga a divida… kkkkkkkkkkkkk 😀

  10. Nunca deveríamos ter entrado no EURO. Sair agora é quase impossível sem um choque fortíssimo de ajustamento que nenhum português iria aceitar. O mal está feito e não vejo solução para isso. A economia está totalmente estagnada e uma saída nestas condições seria incomportável para Portugal.

  11. Em minha opinião, se tivéssemos políticos com o mínimo dos mínimos de sentido de Estado, não estávamos a falar disto.
    É triste, mas a verdade é que provavelmente vamos ter de começar a pensar na saída.
    Esta saída vai ter custos, mas há quem consiga comparar esses custos com os de permanecer no Euro?.
    Vamos acompanhar o que na prática vai acontecer com o RU, embora as economias não sejam comparáveis, penso que vai dar para ter uma ideia.

    • O Reino Unido tem a economia que tem e a sua saida está a ser um trambolhão que ainda não se sabe onde vai parar… agora imaginem Portugal: Seria uma hecatombe equivalente a um fogo digno dos mais profundos infernos!!! Tería-mos uma moeda que não serviria para nada. Nem para comprar, nem para vender, já que não temos nada que se venda… que se veja e faça número, claro está.
      Teria-mos que voltar duzentos anos atrás e dedicar-nos à agricultura de sobrevivência para não morrer-mos todos aqui à fome. Só para dar um exemplo: 70% do arroz consumido por cá é importado.

  12. Ó UTOPIA. O Reino Unido saiu da União Europeia, não foi do Euro onde nunca esteve! É diferente. Já para não falar de se estar a comparar uma pulga com um elefante.

  13. Os princípios que estiveram na génese da UE, com a ascenção ao poder nos diversos membros, de “líderes” que não comungam do projeto europeu e que, atualmente, ocupam lugares de decisão não UE, esta, está condenada ao fracasso porque o espírito inicial foi, ao longo dos anos, constantemente “violado” levando ao atual estado da UE com os pequenos países a pagar a fatura do egoísmo dos países mais fortes, resultante de políticas que a continuarem, conduzirão ao desagregar da UE com consequências dramáticas para os povos dos países menos desenvolvidos.

    • Tudo dito esse espírito nunca saiu de uma ideia que teimaram em não concretizar e o resultado é este mas claro com o compadrio de todos os nossos partidos e outros.
      Nunca jamais vão desistir agora devido a estarem todos comprometidos, continuo a ver muito por aqui pessoas que defendem este ou aquele partido chiça que parasitas temos nós que mesmo que algum faça mal continua a defender o raio do seu partido.
      A mesmo gente que só tem venda nos olhos para um lado.

  14. Curioso nunca se falar no caso da Islândia e a comunicação social ter abafado o caso em todo o resto do Mundo por não interessar a Europa, basta pesquisarem os vídeos no youtube para verem o que por lá se passou na realidade, bancos e banqueiros que tiveram de fugir do Pais e por ai fora, curioso ser um Pais que cresceu e se tornou melhor porque um povo se fartou de ser roubado pelos banqueiros, governo e pelas bolsas de valores.
    Pois sim bla bla bla mas certo é que deu uma forte lição a Europa que mesmo assim não aprendeu nada com isso e preferiu abafar.

    • Eles não tiveram de sair do país. Eles foram postos em prisões fora do país! Eles foram JULGADOS E PRESOS!!! Todos aqueles que especularam sem dó nem piedade, pensando eles que estavam a usar o seu próprio dinheiro!…
      Sabe quem recolocou a banca na mó de cima? As mulheres. Sim, as mulheres são menos corruptas e não gostam tanto de se “aventurar” nas negociatas duvidosas. Agora são elas que lá mandam, aliás a Islândia tem uma história de mulheres no poder como nenhum outro país no mundo tem…

  15. O problema de Portugal é que a democracia nasceu torta e parece que nunca mais se endireitará. Aliás, entendo que nunca vivemos em democracia, antes numa demagogia travestida/disfarçada de democracia. Para sairmos desta podridão, em que quase todos os corruptos ficam impunes, temos que destronar esta demagogia, esta pseudodemocracia que tem vindo a destruir todos os valores em que se alicerça uma sociedade. Assistimos impotentes (sem violências, pois a “democracia” não o permite) ao maior roubo da história; mais de 80 mil milhões de euros foram roubados do erário público (dos contribuintes) para serem “injectados” na banca. E os responsáveis continuam suas malfeitorias, sem que sejam presos! Que Justiça, que Democracia é esta?

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