Nasceram os primeiros “cães proveta” do mundo

Os sete cães nasceram depois de uma equipa de investigadores norte-americanos ter utilizado uma técnica muito semelhante à fertilização in vitro usada nos humanos.

Depois de muitos anos a tentar replicar a fertilização in vitro usada nos humanos, cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, finalmente conseguiram alcançar esse feito em cães, avança a BBC.

Os cachorros, cruzados das raças Beagle e Cocker Spaniel, nasceram durante o verão mas só agora foram oficialmente apresentados à comunidade científica, num artigo agora publicado pela revista PLOS One.

Ivy, Cannon, Beaker, Buddy, Nelly, Red e Green foram os nomes escolhidos para os sete cães que, apesar de pertencerem à mesma ninhada, têm três pares de pais biológicos.

Para que esta experiência tivesse sucesso, foram implantados numa cadela embriões congelados, através de técnicas semelhantes às que se usam nas clínicas de fertilidades para humanos.

O maior problema deu-se exatamente com estes embriões mas o grupo de investigadores acredita que conseguiram aperfeiçoar esta e outras técnicas.

O líder da investigação, Alex Travis, garante que os sete cães são saudáveis e que este é um grande avanço para a ciência.

“Desde os anos 70 que as pessoas andavam a tentar este processo em cães e nunca conseguiram. (…) Agora podemos usar esta técnica para conservar a genética de espécies em vias de extinção“, afirma.

Um desses casos é, por exemplo, o cão selvagem africano, também conhecido por Mabeco, um animal que vive em zonas de savana e que inicialmente foi erradamente classificado como uma espécie de hiena.

“A fertilização in vitro é também importante para a saúde dos nossos animais de estimação porque abre a possibilidade de conseguirmos identificar certos genes que causam doenças e corrigi-los”, acrescentou.

Este é um avanço que poderá ajudar não só cães mas também humanos, uma vez que cada vez é mais evidente que as duas espécies partilham algumas doenças.

Dos sete “cães proveta” que vieram ao mundo, seis já tiveram a oportunidade de ser adotados e apenas um vai ser mantido em laboratório.

ZAP / BBC

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