Portugueses acham que “já não há pandemia”. E números da DGS não são reais

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Raquel Duarte

Raquel Duarte considera que os dados da DGS são preocupantes mas acredita que nível de transmissão “é muito maior” do que esses números exibem.

Os números de casos e de mortes relacionadas com a COVID-19 voltaram a subir consideravelmente, nas últimas semanas.

Ainda nesta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde divulgou que, só no dia anterior (quarta-feira), morreram 47 pessoas. É o número mais alto de óbitos, num só dia, desde Fevereiro.

Raquel Duarte, médica pneumologista, acha que esta subida tem várias justificações: a alta transmissão da variante, o cansaço das medidas de isolamento e os “eventos” que potenciam a transmissão.

A transmissão é “muito preocupante” nesta fase e, avisa a professora do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, o nível de transmissão “é muito maior do que nos é dado a ver pelos números”.

“Temos nesta altura uma forma de doença que é, na grande maioria dos casos, benigna, com poucos sintomas. Há alguns dados de estudos de análises a águas residuais que apontam que há uma transmissão provavelmente maior do que aquela que nos é dada a ver pelos números. Temos uma grande transmissão na comunidade”, comentou Raquel Duarte, na rádio TSF.

A médica, que tem sido escutada nas reuniões do Infarmed, acrescentou que “a população, ávida de grandes eventos e ávida de alguma liberdade, assumiu que já não há pandemia”.

Além disso, a especialista em tuberculose e doenças do pulmão acredita que as pessoas mais velhas infectadas não estão a ser protegidas como deveriam ser, defendendo novas doses de vacina para as pessoas mais idosas.

Perante este cenário, Raquel Duarte sublinha que, apesar de não serem obrigatórias (e não defende regresso de medidas obrigatórias, para já), há recomendações que devem ser cumpridas: utilização de máscara, distanciamento, melhorar a ventilação de espaços interiores, lavagem das mãos e vacinação.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

5 Comments

  1. Há sim pandemia, há a pandemia do medo. O resto não passa de um grande negócio desde o início. Mas os portugueses que se preparem pois vai tudo fechar em breve pois o medo necessário à progressão da quarta dose assim obriga.
    Ainda continuamos todos à espera de saber os números reais das mortes por Covid pois na verdade e como temos constatado tudo é dado como morto e internado por Covid mesmo quando não são. Serão que são assim tão poucos que é preciso inventar números? Pois o negócio assim obriga.

  2. Há sim pandemia, e bem mais expressiva do que o que parece. O governo tem sido acusado “por ter cão e por não ter”. Se sugere medidas (digo sugere porque impor nunca impôs) é criticado. Se não sugere criticado é.
    Pensar que a população está e quer estar suficientemente esclarecida sobre a questão, acreditar na responsabilidade individual dos cidadãos é um inocente erro de quem governa que a nada de positivo levará, pelo contrário, os estragos, a todos os níveis, não pararão, as pessoas continuam a morrer antes do tempo, o país continua a depauperar-se.
    Uma sociedade em que os incautos se vão transformando em terroristas, sabendo que estão infectados, mas não se inibindo de transmitir o vírus ao outros, como se vê todos os dias, tem de contar com acções adequadas dos seus governantes que, se não sabem quem governam, passem a pasta a quem saiba.

  3. O que eu acho é que estamos num país sei rei nem roque como se costuma dizer e onde a grande maioria se considera mais esperto que os outros, daí não podermos atribuir apenas as culpas pela atual situação apenas aos governantes!

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