Um pouco por todo o mundo, vários países estão a impor mandados de vacinação

O aumento de casos devido à transmissibilidade da Ómicron tem levado vários países a impor medidas que obrigam a população a vacinar-se.

Com o aumento de novos casos devido à variante Ómicron, vários países estão a apertar com quem não se quer vacinar e estão a impor mandados de vacinação enumera o The Washington Post.

No caso dos Estados Unidos, Biden já tinha ordenado a vacinação de todos os funcionários de empresas com mais de 100 funcionários, mas o Supremo Tribunal bloqueou a medida dias depois de entrar em vigor, permitindo apenas a obrigatoriedade da imunização para os profissionais de saúde.

Na Indonésia, a vacinação tornou-se obrigatória em Fevereiro e quem não cumprir é multado ou deixa de poder receber apoios do Estado. A lei foi criticada por penalizar os pobres e por causa de dúvidas sobre a eficácia da vacina Sinovac, que era a única disponível na altura. Desde que a medida foi implementada, a taxa de vacinação subiu de 1% para 43%. No entanto, há uma nova polémica com as doses de reforço, com o governo a obrigar a maior parte da população a pagar pela terceira dose.

Em Julho, o Turquemenistão também tornou a vacina obrigatória para os cidadãos com mais de 18 anos, a não ser que não a possam tomar por razões médicas. Mas o governo autocrático continua a negar que o vírus esteja a circular e não reporta números de casos ou mortes, mesmo depois de ter mandado fechar o comércio durante meses. O Ministério da Saúde revelou que 80% da população está vacinada.

Na Rússia, o autarca de Moscovo ordenou em Junho que os patrões dos serviços e do retalho ordenassem que pelo menos 60% dos seus funcionários estivessem totalmente protegidos até meio de Agosto. No caso dos serviços, a meta foi depois subida para 80%. Várias regiões também tornaram a vacinação obrigatória para os residentes com mais de 60 anos, mas Putin já pôs de parte multar ou acusar criminalmente quem recusar vacinar-se.

Em França, Macron já admitiu que a estratégia é “irritar” os não-vacinados. Apesar da vacinação não ser obrigatória, o objetivo é condicionar a vida de quem não se protege ao impedir a entrada em restaurantes, lojas, recintos desportivos e culturais e até nos transportes públicos para pressionar a população a vacinar-se. Os profissionais de saúde também tiveram de se vacinar até 15 de Setembro ou então seriam suspensos sem direito a salário.

Um dos países com medidas mais apertadas é a Áustria, que em Novembro anunciou a obrigatoriedade da vacinação para todos os maiores de 14 anos que está prevista para arrancar em Fevereiro, com excepções médicas, e quem recusar tem de pagar multas até 3600 euros.

Em Itália, os trabalhadores também têm de se vacinar ou ser testados regularmente e os maiores de 50 anos têm de se imunizar. A Grécia vai também começar a multar mensalmente todos os maiores de 60 anos que não se vacinem.

No Canadá, os funcionários públicos, dos setores dos transportes, dos bancos e das telecomunicações têm de se vacinar. Várias províncias também exigem os certificados para se poder entrar em restaurantes e espaços culturais e desportivos. O Quebec também vai avançar com um imposto para quem não se vacinar que será usado para cobrir as maiores despesas com a saúde.

Em Novembro, a Costa Rica tornou a vacinação obrigatória também para as crianças e a medida vai avançar em Março, tendo todos os habitantes com mais de cinco anos de se imunizar. O Equador seguiu o exemplo em Dezembro.

  ZAP //

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