Motim em prisão brasileira termina com cinco mortos

RPC TV

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Depois de 45 horas e pelo menos quatro mortes, chegou ao fim esta terça-feira a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no estado brasileiro do Paraná.

Um comboio de veículos transferiu mais de 850 presos para outras instituições do estado.

Os dois guardas tomados como reféns foram libertados, de acordo com as autoridades. Ambulâncias e médicos prestaram atendimento aos presos e reféns feridos.

O motim começou por volta de 6h30 de domingo (10h30 em Lisboa) e terminou na madrugada desta terça-feira, às 3h30m (7h30 em Lisboa), com a transferência dos presos.

De acordo com a Secretaria da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, a Polícia Militar confirma cinco mortos e 25 feridos, sendo que oito foram encaminhados para hospitais da região. O Instituto Médico-Legal também está a trabalhar na identificação dos mortos.

As autoridades anunciaram que centenas de agentes da Polícia Militar iriam realizar uma inspeção ao presídio à procura de armas e para contagem dos presos

Melhores condições ou luta entre facções

A rebelião na prisão paranaense começou quando um dos guardas prisionais, que se preparava para distribuir o pequeno-almoço, foi tomado como refém.

O motim envolveu cerca de 800 dos 1.038 reclusos da prisão, que reivindicam melhores condições de alimentação e higiene, adiantou Jairo Ferreira, advogado dos agentes penitenciários. A Penitenciária de Cascavel tem capacidade para 1.116 presos e mantinha 1.038 detentos no momento em que a rebelião foi deflagrada.

Os reclusos queixam-se ainda do estado das infraestruturas prisionais e reclamam o fim de supostos abusos e atos violentos por parte dos guardas.

Os amotinados tinha ocupado o telhado da prisão, para onde levaram os reféns e onde pegaram fogo a vários colchões e exibindo cartazes com a sigla PCC, referindo-se ao Primeiro Comando da Capital, organização criminosa comandada a partir das prisões do país.

Os amotinados lançaram três pessoas do telhado de um dos pavilhões da prisão, com uma altura de 15 metros, mas desconhece-se o seu estado.

Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná, os amotinados decapitaram pelo menos dois presos, um dos quais um ex-polícia, suspeito de encabeçar um esquema de furto e desvio de peças de veículos apreendidos, segundo o jornal brasileiro O Globo.

O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Cezinando Paredes, e a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, estiveram no local para negociar com os reclusos.

ZAP / BBC / Lusa

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