200 anos depois, o misterioso homem “vampiro” foi finalmente identificado

(dr) U.S. Air Force / Robert M. Trujillo

Afinal, o homem “vampiro” enterrado há 200 anos num cemitério do Connecticut, nos Estados Unidos, era apenas um pobre agricultor que morreu de tuberculose.

Num cemitério do Connecticut, nos Estados Unidos, há uma sepultura que se destaca: um homem, que morreu há 200 anos, que foi desenterrado e enterrado com a cabeça e os membros empilhados em cima da caixa torácica, sugerindo que poderá ter havido suspeitas de que fosse um vampiro.

Agora, de acordo com o Live Science, arqueólogos conseguiram finalmente revelar a identidade deste homem batizado de “JB-55”, numa referência às suas iniciais e à idade que tinha quando morreu.

Cientistas forenses compararam evidências genéticas do esqueleto com bancos de dados genealógicos online para identificar este “homem vampiro”. Ao que parece, chamava-se John Barber e era provavelmente um pobre agricultor que morreu de tuberculose, anunciou, em julho, o Museu Nacional da Saúde e Medicina de Silver Spring, no Maryland.

O estado do esqueleto sugeria que o homem tinha uma clavícula partida mal curada e um joelho com artrite. A tuberculose que o matou foi tão aguda que deixou lesões nas costelas e a doença e a morte tão aflitivas foram provavelmente as razões que levaram a família e amigos a suspeitar que era um vampiro, explica Jennifer Higginbotham, investigadora de ADN que colabora com as Forças Armadas norte-americanas.

A tuberculose é uma doença altamente contagiosa. Tal como explicam os investigadores no artigo publicado em 1994 no American Journal of Physical Anthropology, as epidemias espalhavam-se por famílias e aldeias na Nova Inglaterra e as pessoas interpretavam a aparição de vítimas moribundas – e o subsequente adoecimento das famílias – como parte de uma transformação sobrenatural e monstruosa.

Os cadáveres eram então desenterrados para procurarem por “sinais de vida”, como unhas e cabelos compridos, inchaço ou líquidos escorrendo das suas bocas. Embora agora reconheçamos estes dados como parte da decomposição normal de um cadáver, no passado, os habitantes desta região achavam que eram a prova de que um parente querido era um vampiro, explicou ainda Higginbotham.

De acordo com o mesmo estudo dos anos 90, os corações dos  chamados vampiros eram removidos e depois queimados. No entanto, o coração de Barber já tinha apodrecido no momento em que o seu corpo foi exumado.

O facto de o crânio e o resto dos ossos terem sido colocados por cima da sua caixa torácica, numa posição que lembra a famosa figura dos piratas, pode ser explicado porque essa técnica era usada para proteger os vivos de um possível vampiro esfomeado.

ZAP //

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