Mais de cem médicos assinam carta a exigir fim da “tortura” de Assange

Stringer / EPA

Mais de cem médicos assinaram uma carta, divulgada esta terça-feira, na qual pedem que o fundador do Wikileaks receba tratamento médico adequado. 

Através de uma carta publicada, esta terça-feira, na revista científica The Lancet, mais de uma centena de médicos pediram que Julian Assange receba o tratamento médico adequado na prisão para resolver os seus problemas de saúde física e mental.

“Os nossos apelos são simples: Estamos a pedir aos Governos que ponham fim à tortura de Assange e lhe garantam o acesso aos melhores cuidados de saúde disponíveis antes que seja tarde demais”, pode ler-se na missiva.

“Se Assange morrer numa prisão do Reino Unido, é porque efetivamente foi torturado até à morte”, destacam os médicos, acrescentando que esta “profissão não se pode dar ao luxo de permanecer em silêncio, do lado errado da tortura e do lado errado da História”.

Esta segunda-feira, o atual diretor do Wikileaks, o islandês Kristin Hrafnsson, a advogada do informático, Jennifer Robinson, e os deputados australianos George Christensen e Andrew Wilkie compareceram perante os media para denunciar as consequências da detenção de Assange.

Hrafnsson advertiu que o desfecho do julgamento no Reino Unido, que responde a um pedido de extradição entregue pelos Estados Unidos em maio de 2019, determinará o “futuro do jornalismo”, por decidir “o que acontece a um jornalista que difunde informação evidente sobre um Estado e de interesse público”.

Os EUA pediram ao Reino Unido a sua extradição por 18 presumíveis delitos de espionagem e conspiração por cometer ingerência informática, e arrisca 175 anos de prisão caso seja considerado culpado.

Detido inicialmente no Reino Unido a pedido da Suécia devido a um alegado caso de violação, entretanto arquivado, Assange passou os últimos dez anos confinado, primeiro sob prisão domiciliária e de seguida como refugiado, na embaixada do Equador em Londres, que em 2019 lhe retirou o asilo político. Atualmente, o australiano de 48 anos encontra-se detido na prisão londrina de alta segurança de Belmarsh.

No final da sessão, o pai do detido, John Shipton, declarou que o estado de saúde do seu filho “melhorou”, após ser autorizado a sair da sua cela de isolamento e iniciar um regime de exercícios.

O início do processo está agendado para a próxima segunda-feira em Londres.

ZAP // Lusa

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