Afinal, médico que se candidatou para o Algarve contactou os serviços errados

Felipe Pilotto / Flickr

O Centro Hospitalar do Algarve afirma que o médico que se candidatou para trabalhar no verão contactou os serviços errados.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve disse esta sexta-feira que o médico anestesista que se candidatou para trabalhar na região no verão e recebeu um pedido de pagamento para alojamento contactou os serviços errados.

“Esse profissional, que terá contactado o hospital, não contactou a ARS. E devia tê-lo feito, porque é esse o processo normal. Se o tivesse feito, teria tido a resposta adequada. Portanto, não corresponde à verdade“, disse Paulo Morgado, que acompanhou hoje a visita da ministra da Saúde, Marta Temido, às unidades de Portimão e de Faro do Centro Hospitalar Universitário do Algarve.

O Centro Hospitalar do Algarve apenas deu a possibilidade de alojamento num quarto, pago a 20 euros/dia, a um anestesista que se candidatou a trabalhar na região no verão para suprir as necessidades de reforço de pessoal.

“Por solicitação do serviço de anestesiologia se informa que o CHUA [Centro Hospitalar Universitário do Algarve] dispõe de alojamentos em Lagos e Faro. Nenhum dos locais, neste momento, dispõe de apartamentos. Só dispõe de quartos. O uso do quarto dá direito a uso de sala e cozinha […]. O preço é de 20 euros diários”, refere uma mensagem enviada a um anestesista, que se queixou da situação à Ordem dos Médicos, segundo uma mensagem escrita a que a agência Lusa teve acesso.

O Ministério da Saúde anunciou em junho que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve iria proporcionar “alojamento gratuito temporário para os médicos”, anúncio feito no momento em que abriram candidaturas para clínicos que quisessem trabalhar na região durante o verão.

“Ele não terá explicado adequadamente a situação. A candidatura é feita ‘online’ através da ARS e o processo segue pela ARS, hospital, Administração Central do Sistema de Saúde e é autorizado em poucos dias”, explicou o presidente da ARS/Algarve.

  // Lusa

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