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Marte pode ser demasiado pequeno para ser habitável

Marte pode ser demasiado pequeno para ser habitável. Uma equipa de investigadores sugere que a sua dimensão reduzida não lhe permite reter muita água.

Um novo estudo sugere que o pequeno tamanho de Marte pode ser a razão fundamental pela qual o planeta vermelho não consegue reter grandes quantidades de água como fazia no início da sua história.

De momento, Marte não tem água líquida na sua superfície. No entanto, estudos anteriores mostraram que Marte já foi um planeta rico em água. Os rovers da NASA até regressaram com imagens de paisagens marcianas marcadas por vales de rios e canais de inundação.

Os investigadores descobriram agora muitas explicações possíveis para explicar o porquê de não haver água líquida no planeta vermelho, incluindo um enfraquecimento do campo magnético de Marte que poderia ter causado a perda de uma espessa atmosfera.

“O destino de Marte foi decidido desde o início. É provável que haja um limite nos requisitos de tamanho dos planetas rochosos para reter água suficiente para permitir a habitabilidade e placas tectónicas, com uma massa superior à de Marte”, explicou o autor principal do estudo, Kun Wang, citado pelo Tech Explorist.

Wang e a sua equipa usaram isótopos estáveis ​​de potássio (K) para estimar a presença, distribuição e abundância de elementos voláteis em diferentes corpos planetários.

Este é um método relativamente novo, realça o comunicado da Europa Press. Noutros estudos, cientistas já usaram um método de rastreamento de potássio para estudar a formação da Lua.

A equipa de investigadores mediu as composições de isótopos de potássio de 20 meteoritos marcianos e descobriu que Marte perdeu mais potássio e outros voláteis do que a Terra durante a sua formação, mas reteve mais do que a Lua ou o asteróide 4-Vesta — dois corpos muito mais pequenos e mais secos do que a Terra e Marte.

“A razão para abundâncias muito menores de elementos voláteis e dos seus compostos em planetas diferenciados do que em meteoritos primitivos indiferenciados tem sido uma questão persistente. A descoberta da correlação das composições isotópicas K com a gravidade do planeta é uma nova descoberta com importantes implicações quantitativas para quando e como os planetas diferenciados receberam e perderam os seus voláteis”, salientou a coautora Katharina Lodders.

“Medindo os isótopos de elementos moderadamente voláteis, como o potássio, podemos inferir o grau de esgotamento volátil de planetas em massa e fazer comparações entre os diferentes corpos do sistema solar”, acrescentou.

Embora alguns modelos estimem que nos seus primórdios, Marte poderá ter tido mais água do que a Terra, Kun Wang não acredita que esse seja o caso.

Os resultados do estudo foram publicados recentemente na revista científica PNAS.

  Daniel Costa, ZAP //

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