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4,500 anos depois, a mais antiga das 7 Maravilhas é a única que ainda existe

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A mais antiga das sete maravilhas do mundo antigo é também a única estrutura que ainda existe. A Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, constitui uma prova do engenho humano. 

Segundo a Discover Magazine, Napoleão Bonaparte afirmou uma vez que “do cume destas pirâmides, 40 séculos nos olham para baixo”.

E é verdade, a Grande Pirâmide foi construída no início do século XXVI a.C. O facto de ainda hoje se manter de pé é, por si só, uma maravilha.

A Grande Pirâmide foi construída como um grande túmulo ao faraó Khufu, que reinou durante a Quarta Dinastia do Egito (2575 – 2465 a.C), uma era dourada de grandes feitos arquitetónicos.

Khufu foi o segundo rei durante a Quarta Dinastia e que o seu nome completo era Khnum-Khufu, ou “Protegido por Khnum”. Registos antigos mostram que ele provavelmente reinou durante cerca de três décadas, durante as quais fez crescer as fronteiras do Egito para a Península do Sinai.

O filho de Khufu Khafre construiu a segunda das Grandes Pirâmides, bem como a Grande Esfinge de Giza, embora o seu irmão Djedefre também a pudesse ter construído. A Esfinge é conhecida como uma das maiores esculturas do mundo. A terceira das três pirâmides foi construída para Menkaure, neto de Khufu.

Com 137 metros de altura, a Grande Pirâmide é a mais antiga e maior das três pirâmides. Os egiptólogos ainda estão a debater como os humanos — sem qualquer equipamento de construção moderno — poderiam ter construído uma das maiores estruturas que o mundo alguma vez viu.

Pensa-se que cerca de 20.000 a 30.000 trabalhadores juntaram 2,3 milhões de blocos de pedra calcária, pesando entre duas e 15 toneladas cada. Uma camada de calcário liso teria originalmente coberto a estrutura, como se viu na tampa da pirâmide de Khafre, nas proximidades.

A maioria da estrutura é calcário sólido, exceto duas pequenas câmaras nomeadas para o rei e a rainha, bem como uma câmara subterrânea com alguns poços de ar. A câmara subterrânea é normalmente onde se depositam os restos para descansar, mas no caso da Grande Pirâmide, parece estar inacabada.

O corpo de Khufu foi provavelmente colocado na câmara do rei, embora a única peça ainda presente seja o sarcófago. O seu corpo mumificado nunca foi encontrado e pensa-se que tenha sido roubado por ladrões de túmulos. Ao contrário das pirâmides que se seguiriam, o interior da câmara está nu e não está decorado com hieróglifos.

A câmara da rainha também não alberga nenhuma rainha. Pensa-se que as rainhas de Khufu, das quais provavelmente havia mais do que uma, estão alojadas em mini pirâmides na área.

As ruínas de um antigo porto desenterrado em 2013, podem ter sido um centro de atividade movimentado, utilizado para fornecer aos trabalhadores das pirâmides os abastecimentos necessários para empreender a construção.

Ainda assim, a Grande Pirâmide de Gizé está envolta em mistério, considerando o pouco que se sabe e se compreende sobre como foi construída.

A única coisa que é certa, é que se trata de uma peça de construção corajosa que, ao contrário dos outros monumentos, ainda hoje existe.

Embora à Grande Pirâmide possam faltar alguns dos ornamentos das pirâmides que se seguiriam, deve-se ainda ter admiração pelos humanos que construíram uma estrutura que se mantém forte durante quase 4.500 anos mais tarde.

  Inês Costa Macedo, ZAP //

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