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O maior parque solar flutuante da Europa está a nascer em Portugal

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(dr) Giles Exley

O projecto conta com 12 mil painéis solares e vai nascer na barragem do Alqueva. Começará a funcionar em Julho e é uma peça-chave no objectivo da EDP, que quer que toda a sua produção energética seja limpa até 2030.

Portugal vai ser o lar do maior parque solar flutuante do velho continente, que será composto por 12 mil painéis e estará operacional em Julho, no maior lago artificial da Europa ocidental, no Alqueva.

Apesar de Portugal não ser dependente da energia russa, o projecto também servirá como uma arma para o combate à inflação que se tem notado no petróleo e permitirá ao país ser mais independente na produção energética, nota a Reuters.

A obra está nas mãos da EDP e é uma peça importante no avanço dos investimentos que Portugal tem feito nas energias renováveis. Na quinta-feira passada, Miguel Patena, director do projecto, afirmou que produção energética no parque custaria um terço da produção à base de gás.

O parque terá a dimensão de quatro campos de futebol e vai produzir 7.5 gigawatt/hora (GWh) de electricidade anualmente. A quantidade produzida será suficiente para satisfazer as necessidades energéticas de 1500 famílias.

Ana Paula Marques, presidente executiva da EDP Espanha, adianta que o projecto é um grande passo na busca do objectivo da empresa de ser “100% verde em 2030“. As energias renováveis já representam 78% da capacidade de produção da EDP.

Em 2017, a empresa portuguesa também inovou a nível europeu ao ser a primeira a testar como a energia hídrica e solar podem ser complementadas, com um projecto piloto na barragem de Alto Rabagão, onde instalou 840 painéis solares.

As vantagens dos painéis flutuantes

É provável que a instalação de parques solares flutuantes cresça no futuro devido à sua eficiência e baixo custo ao poderem ser ligados a elos já existentes na rede elétrica e também por não exigirem a compra de terrenos caros.

Portugal não é o único país nesta corrida e já vários países apostaram nestas formas de produção de energia. No ano passado, o maior parque solar flutuante do mundo nasceu em Taiwan, na barragem Sirinhorn. Conta com 145 mil painéis solares.

Já em Valais, na Suíça, foi criado o primeiro parque solar nas montanhas, localizado a 1800 metros acima do nível do mar. O projecto foi até galardoado com o prémio nacional Watt d’Or, sendo considerado a melhor inovação no ramo das energias renováveis em 2020, revela o Interesting Engineering.

  Adriana Peixoto, ZAP //

5 Comments

  1. Claramente uma boa medida e um bom investimento. Já o seria em qualquer caso. No contexto actual, muito mais! Agora, é preciso que a sociedade também tenha vantagens daqui. Porque se, não há necessidade de adquirir terrenos, não é menos verdade que estes são, de algum modo, públicos – como se sabe a propriedade de um terreno não é total (não contempla o espaço aéreo, nem o subsolo, por exemplo). Logo, o governo PS que tanto gosta de taxas e taxinhas, também podia ir aqui buscar alguma coisa, por pouco que fosse.

  2. Vamos ver o impacto ambiental que tal projeto vai ter…. Pelo menos a fruição do espelho de água nessa zona, acabou.

  3. Em termos ambientais isso não impede que o sol alimente as águas naquela zona onde estão as placas? Isso não vai impedir a realização de fotossintese pelas algas naquela zona?

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