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Afinal, a lua afecta ou não o nosso sono? Novo estudo dá mais pistas

A influência do ciclo lunar no sono já é uma hipótese há muito estudada e um novo estudo sugere que o seu efeito é diferente entre homens e mulheres.

Há vários factores que tendem a deixar-nos à volta na cama à noite, sejam eles as insónias, os telemóveis ou as televisões ou a ansiedade. Mas será que os ciclos da Lua também influenciam o nosso sono sem nos apercebermos disso?

Já há muito tempo que os cientistas tentam estudar como é que este fenómeno influencia os nossos hábitos de sono, mas os resultados têm variado bastante. Um novo estudo que monitorizou o sono de 850 pessoas em Uppsala, na Suécia, que os investigadores dizem ser o maior deste género, procurou dar a resposta de uma vez por todas.

Usando medidas de polissonografia para determinar o início, duração e a qualidade do sono durante uma única noite. Estes registos de uma única noite foram feitos nos indivíduos ao longo de vários anos, entre homens e mulheres. As noites registadas acabaram por representar partes diferentes do ciclo lunar.

Com a lua nova a crescer até uma lua cheia e a sua área iluminada a aumentar, a ideia geral é de que se o crescendo óptico na noite de lua cheia pode prejudicar o sono humano, dado que as pessoas tendem a dormir melhor quando há mais escuridão.

Este novo estudo comprova que os ciclos lunares têm uma influência significativa e detectável no sono humano – mas não de forma igual para todos.

“Concluímos que os homens cujo sono foi registado nas noites na fase crescente do ciclo lunar mostraram uma eficiência de sono mais baixa e aumentaram o tempo acordados depois do início do sono do que os homens que foram medidos nas noites durante a fase decrescente”, explica o neurocientista e autor do estudo, Christian Benedict, da Universidade de Uppsala, citado pelo Science Alert.

As mulheres dormiram em média menos 12 minutos na fase crescente do que na fase decrescente. No caso dos homens, esse valor já era de 20 minutos e outros efeitos do ciclo lunar no sono já eram bastante mais pronunciados – incluindo 3,4% menos eficiência de sono, mais dificuldades em adormecer e mais disrupções na duração dos estados de sono durante as noites da fase crescente.

A equipa de investigadores não afirma que há um efeito de causa directa aqui e não põe de parte a hipótese de que isto seja só uma correlação. No entanto, há algum efeito que parece fazer com que as pessoas durmam de forma diferente que coincide com as mudanças no ciclo da Lua.

“Para além da luz, os ritmos circadianos que controlam o timing e a qualidade do sono são afectados por pistas não fóticas, incluindo a gravidade. As diferenças na atracção gravitacional à hora de dormir entres as fases crescente e decrescente podem, assim, explicar, algumas das diferenças observadas no sono”, explicam os investigadores.

Há também efeitos geomagnéticos que podem estar envolvidos nestas mudanças e exigir mais pesquisas. Apesar de ainda não termos respostas concretas, os investigadores ficam felizes por já derem algumas pistas.

  ZAP //

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