Kaja Kallas teme que uma invasão da Rússia “destrua completamente” os países Bálticos

EU2017EE Estonian Presidency / Wikimedia

Kaja Kallas, primeira-ministra da Estónia

A primeira-ministra da Estónia teme que uma invasão da Rússia provoque a destruição dos países Bálticos. Tallinn seria “arrancada do mapa”.

Kaja Kallas, primeira-ministra da Estónia, receia que uma possível invasão russa possa destruir completamente as repúblicas Bálticas.

Em declarações ao Financial Times, a primeira-ministra sublinhou que uma ofensiva do Kremlin “significaria a destruição completa dos países e da cultura”.

Para explicar melhor a que se referia, aludiu ao “tamanho da Ucrânia” quando comparado com o dos “três países Bálticos” — Estónia, Letónia e Lituânia.

Kaja Kallas acrescentou que Tallin, a capital da Estónia, “seria completamente arrancada do mapa” numa possível invasão russa, assim como a cultura e o povo do país, destruindo “séculos de História e de cultura“.

Para que este cenário não aconteça, a primeira-ministra da Estónia pediu à NATO que aumentasse a sua presença militar nas três repúblicas Bálticas.

Kallas sublinhou ainda que a aliança militar não pode “perder” primeiro e “depois libertar” os territórios ocupados pela Rússia. “Toda a gente vê que este conceito não resulta”, acrescentou, usando o massacre de Bucha como exemplo.

A primeira-ministra indicou ainda ter falado com as tropas estrangeiras que estão neste momento na Estónia. Afirma que os soldados a informaram que, em caso de uma invasão russa, o cenário mais provável é que fossem exterminados por falta de apoio militar. “Eles não gostam da ideia de que [provavelmente] seriam mortos”.

Nem toda a defesa dos três países Bálticos teria de ser composta por estrangeiros, realça Kallas, que também referiu que haveria brigadas de soldados da Estónia, Letónia e Lituânia, segundo noticia o Observador.

A primeira-ministra da Estónia manifestou-se ainda a favor da adesão da Finlândia e da Suécia da NATO. A Estónia é “maior apoiante” da entrada dos dois países na aliança, ainda que Kallas não acredite que o assunto esteja resolvido até à cimeira da NATO em Madrid, devido do veto da Turquia.

  ZAP //

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