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Jogador norte-americano gera polémica ao não se levantar para o hino

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bmward_2000 / Flickr

Colin Kaepernick

Colin Kaepernick

Na sexta-feira passada, o jogador de futebol americano Colin Kaepernick recusou-se a ficar de pé durante o hino nacional norte-americano antes de uma partida. O jogador afirma que não pretende mostrar orgulho por um país que oprime “pessoas de cor”. 

Colin Kaepernick, quarterback da equipa de futebol americano San Francisco 49ers, permaneceu sentado durante execução do hino nacional norte-americano antes de um amigável em Santa Clara, na Califórnia.

“Não vou me levantar e mostrar orgulho pela bandeira de um país que oprime o povo negro e as pessoas de cor”, declarou o quarterback do 49ers numa entrevista ao NFL Media depois do jogo.

Kaepernick referia-se à questão da discriminação racial e da violência policial, nomeadamente os casos de Alton Sterling e Philando Castile, que em julho foram mortos por polícias sem justificação plausível, causando protestos a nível nacional e ataques contra agentes.

“Para mim, isto está acima do futebol, e seria egoísta da minha parte virar a cara a esse assunto. Há corpos nas ruas e pessoas que cometem homicídios e saem impunes”, afirmou Kaepernick.

“As pessoas estão a morrer em vão porque este país não lhes dá o que prometeu”, lamentou.

O atleta, o ex-starter que levou o San Francisco ao Super Bowl de 2013, une-se assim a um grupo de jogadores da NBA, como Dwyane Wade, Chris Paul, LeBron James e Carmelo Anthony,  que também se têm manifestado publicamente contra problemas que afetam as minorias nos EUA.

Colin Kaepernick, que é filho adotivo de pais brancos, afirma que conversou com a família sobre o assunto, e decidiu envolver-se nos direitos da comunidade negra depois de meses a testemunhar injustiças e protestos.

Liberdade de expressão

Os San Francisco 49ers apoiam o atleta, e o treinador Chip Kelly afirmou aos jornalistas que a decisão de Kaepernick é “seu direito enquanto cidadão”. “Não tenho o direito de lhe dizer que não pode fazer alguma coisa”, sublinhou.

“O hino nacional é e sempre será parte especial da cerimónia de pré-jogo. É uma oportunidade de honrar o nosso país e refletir sobre a liberdade que nos é dada como cidadãos. Em respeito pela liberdade de religião e de expressão, reconhecemos o direito do indivíduo de participar, ou não, da celebração do hino nacional”, lê-se num comunicado dos San Francisco 49ers.

A NFL também emitiu a sua posição, sem fomentar polémica: “os jogadores são encorajados a levantar-se durante o hino, mas não é obrigatório“.

Quanto ao jogo, Colin Kaepernick acertou dois passes de seis, totalizando 14 jardas. O San Francisco 49ers perdeu para o Green Bay Packers por 21 a 10.

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ZAP

5 Comments

  1. Um imbecil que “esquece” que as pessoas de cor no seu país, são também, a maioria dod que mais matam e criam uma vivência à parte de sociedade. Quer tapar o sol com uma peneira.

  2. Olha este no país do Kim-Jong-un nem tempo teria para fazer qualquer declaração mas também não se arriscaria a tal ação, se por um lado é condenável a violência das autoridades também seria bom que reconhecesse a violência dos da sua raça, mas isso parece-me que eles sempre se recusam a fazê-lo.

  3. Atitude muito cívica do jogador, bem como do treinador e respetivo clube. Liberdade de expressão e democracia a funcionar. Todos de parabéns|

  4. Este só vê os pretos que são mortos pela polícia no desempenho do seu dever mas não vê os crimes que os outros cometem assassinando os da mesma cor. Falsa moralidade!

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