O impacto dos Maias no ambiente foi maior do que se pensava

(dr) Universidad de Texas, Austin

Restos de campos agrícolas maias em Belize

Restos de grandes campos de cultivo criados pelos Maias, no Belize, revelam impactos extremos e antigos da ação humana nas florestas tropicais.

Uma nova investigação, levada a cabo por uma equipa de cientistas da Universidade do Texas, em Austin, prova que os Maias deixaram certas características agrícolas em áreas húmidas.

O artigo científico, publicado recentemente na PNAS, aponta que a civilização aumentou o dióxido de carbono atmosférico e o metano devido às queimadas e aos eventos agrícolas que praticavam na altura.

Os cientistas já sabiam que as infraestruturas urbanas e rurais da civilização Maia alteravam os ecossistemas em florestas tropicais. No entanto, no primeiro estudo – que combinou imagens de LIDAR (deteção e alcance de luz) com evidências de escavação e datação de áreas húmidas -, os investigadores descobriram que o complexo de campos húmidos Birds of Paradise, no Belize, é cinco vezes maior do que o descoberto anteriormente. Além disso, encontraram um complexo ainda maior no mesmo país.

Estas descobertas apontam para “impactos antropogénicos, mais intensos e de maior alcance em florestas tropicais de importância global” por parte da civilização Maia. Esta evidência indica um Antropoceno anterior mais extenso, nomeadamente um período em que a atividade humana começou a afetar significativamente o meio ambiente.

Em comunicado, citado pelo Europa Press, Tim Beach, principal autor do artigo científico, adianta que a equipa está “a começar a entender a pegada humana do Antropoceno nas florestas tropicais”.

“Estas redes de grandes áreas húmidas podem ter mudado o clima muito antes da industrialização, e podem ser a resposta para a longa questão de como uma grande civilização da floresta tropical foi alimentada”, rematou o cientista.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Na sequência das recentes notícias, relativas aos critérios e transparência de subsídios municipais :

    1. “Aveiro: Ribau Esteves nega perseguição à ASPEA, assumindo desconforto com posições ‘anti-Câmara’ – 9 Setembro, 2019”
    e
    2- “Aveiro: Edil garante critérios e transparência de subsídios municipais – 25 Julho, 2019”

    Importava que, (ao abrigo do artigo 82º DL n.º 4/2015, de 07 de Janeiro – CÓDIGO DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO) requeressem toda a informação sobre os processos em curso relativos aos subsídios dados à “Associação Desportiva de Taboeira”, às obras lá feitas em 2019 e ao terreno do estacionamento que vai ser adquirido pela câmara (dando encapotada mente mais fundos à associação)para depois ser esta a fazer as obras que este espaço “de utilização privada” carece!

    Acontece que foi a CMA cedeu por investimento uma verba para esta associação de 133.628,05 € para “apoiar a construção do novo Complexo Desportivo da Taboeira”. Acontece que as obras foram feitas apenas no edificado e o estacionamento ficou de fora… Agora no final de 2019, o presidente aprovou comprar o terreno do estacionamento da associação, para ser público e então fazer as obras que ficaram por fazer (estacionamento que será usado pelos utilizadores da associação!). Deste modo compra um terreno que não tinha de ser público e faz as obras que deviam ser arcadas pela associação, e por fim paga ainda uma verba pelo preço do terreno à associação em causa! A associação até pode ser meritória de grandes apoios, mas o que está aqui em causa são os critérios de transparências e as aparentes habilidades ilegais que importa investigar!

    https://www.noticiasdeaveiro.pt/aveiro-ribau-esteves-nega-perseguicao-a-aspea-assumindo-desconforto-com-posicoes-anti-camara/

    https://www.noticiasdeaveiro.pt/aveiro-edil-garante-criterios-e-transparencia-de-subsidios-municipais/

    https://www.cm-aveiro.pt/municipio/comunicacao/noticias/arquivo/noticia/contrato-programa-de-desenvolvimento-desportivo-com-a-associacao-desportiva-da-taboeira

    ———————-
    “CÓDIGO DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
    Artigo 82.º
    Direito dos interessados à informação
    1 – Os interessados têm o direito de ser informados pelo responsável pela direção do procedimento, sempre que o requeiram, sobre o andamento dos procedimentos que lhes digam diretamente respeito, bem como o direito de conhecer as resoluções definitivas que sobre eles forem tomadas.
    2 – As informações a prestar abrangem a indicação do serviço onde o procedimento se encontra, os atos e diligências praticados, as deficiências a suprir pelos interessados, as decisões adotadas e quaisquer outros elementos solicitados.
    3 – As informações solicitadas ao abrigo do presente artigo são fornecidas no prazo máximo de 10 dias.
    4 – Nos procedimentos eletrónicos, a Administração deve colocar à disposição dos interessados, na Internet, um serviço de acesso restrito, no qual aqueles possam, mediante prévia identificação, obter por via eletrónica a informação sobre o estado de tramitação do procedimento.
    5 – Salvo disposição legal em contrário, a informação eletrónica sobre o andamento dos procedimentos abrange os elementos mencionados no n.º 2.”

    Cumprimentos,
    (anónimo para evitar represálias recorrentes acontecerem dentro da câmara. em prol da defesa da transparência municipal…)

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