Hungria vs Portugal | Vitória na “batalha” de Budapeste

O campeão da Europa fez o que lhe competia e somou mais três pontos na caminhada para o Mundial 2018. Portugal foi dono e senhor do jogo em Budapeste, ante a Hungria, e arrancou uma vitória por 1-0, que poderia ter sido mais dilatada face à superioridade demonstrada.

Porém, o “autocarro” magiar e a dureza excessiva dos anfitriões não permitiram mais do que a vantagem mínima. A Suíça ganhou 3-0 na Letónia, pelo que tudo está na mesma no topo do Grupo B, mas a Selecção depende apenas de si própria para garantir o apuramento directo.

O Jogo explicado em Números

  • Portugal arrancou com grande apetite pela baliza contrária. Nos primeiros dez minutos os campeões europeus registavam 61% de posse de bola, três cantos e seis remates, embora apenas um enquadrado, da autoria de Cristiano Ronaldo. Os húngaros apenas somavam um disparo, e para fora.
  • A Hungria tentava tímidas reacções, mas Portugal respondia invariavelmente com momentos de autêntico sufoco no ataque, com lances de verdadeiro “tiro ao boneco”. Aos 25 minutos a formação lusa registava os mesmos 61% de posse, mas já 13 remates (contra três dos da casa). O problema é que apenas um foi enquadrado, sendo oito deles bloqueados pela compacta defesa magiar. Coentrão saiu aos 27 minutos, lesionado. Entrou Eliseu.
  • À meia-hora, agressão de Tamás Priskin a Pepe e cartão vermelho directo para o avançado húngaro. Portugal ficava a jogar em superioridade numérica. A verdade é que esse facto pouco ajudou à missão lusa até ao intervalo. A posse de bola aumentou e, aos 40 minutos, a turma das “quinas” tinha 64% de posse, mas mantinham-se os 13 remates. Os da casa fechavam-se “em copas” nesta altura do jogo.
  • Jogo difícil para Portugal. A formação lusa pressionou muito, perante uma Hungria totalmente remetida à sua defesa, numa estratégia de autêntico “autocarro” e uma agressividade a roçar a violência em diversos momentos do jogo. Assim, Portugal teve muita bola na primeira parte (67%), rematou muito (17), mas, sem espaços, fê-lo da forma que podia, de fora da área – registou 12 disparos de longe nesta fase.
  • Não espanta que tenha caído o recorde desta fase de qualificação europeia no que toca a remates bloqueados na primeira parte: nada menos que nove. O melhor em campo era João Mário que, descaído para a esquerda, fez três remates (desenquadrados), um passe para finalização, acertou as três tentativas de drible, ganhou sete de oito duelos e terminou com 91% de eficácia de passe – e um GoalPoint Rating de 7.0.
  • Portugal não poderia entrar da melhor forma na segunda parte. Aos 49 minutos, Ronaldo cruzou da esquerda e André Silva concluiu ao segundo poste. Estava feito o mais difícil – e a Hungria quase empatou logo a seguir. Um golo que surgiu ao 18º remate de Portugal, quarto enquadrado.
  • Os primeiros 15 minutos do segundo tempo pertenceram por completo à Selecção. O registo de 78% de posse neste período é disso demonstrativo. Para além disso, os lusos registaram quatro disparos entre o descanso e os 60 minutos, e mais três cantos.
  • Belíssimo jogo de João Moutinho. O médio do Mónaco registava um rating de 7.2 aos 70 minutos. Era o jogador com mais passes realizados (85) e certos (79), perfazendo 93% de eficácia. Somava, igualmente, 100 toques na bola, o máximo do jogo. E ainda registava cinco desarmes.
  • Longe de garantido o triunfo, Portugal ia controlando o encontro e, aos 85 minutos, somava 78% de posse no segundo tempo e 91% de eficácia de passe. Os húngaros, por seu turno, registavam somente três remates, mas todos sem enquadramento. O perigo andava longe de Rui Patrício.

O Homem do Jogo

João Moutinho parece estar de volta aos seus melhores dias. O médio foi o cérebro da vitória de Portugal em Budapeste, com uma exibição plena de inteligência e sentido colectivo. Foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.3, graças a números de respeito: dois remates (desenquadrados), 118 passes certos (93% de eficácia), 142 interacções com a bola (o máximo do jogo), 100% de eficácia nos passes longos (11), colocou 13 vezes a bola na área contrária e ainda fez cinco desarmes.

Jogadores em foco

  • João Mário 7.2 – O melhor no primeiro tempo, o segundo melhor este domingo. Rematou três vezes (sem enquadramento), fez três passes para finalização (uma ocasião flagrante), tentou o drible três vezes, com sucesso, e recuperou oito vezes a bola, o máximo com excepção dos guarda-redes.
  • C. Ronaldo 6.8 – Jogo esforçado do capitão luso. Fez a assistência para o golo e tentou marcar e criar desequilíbrios de todas as maneiras e feitios. Não espantam os seus números “gordos” e a menor eficácia dos mesmos: nove remates (só dois enquadrados), três passes para finalização, nove tentativas de drible (três com sucesso) e dois cruzamentos eficazes em duas tentativas.
  • André Silva 6.4 – O ponta-de-lança fez o que lhe competia e marcou o golo da vitória. Mas andou meio perdido em campo. Enquadrou os seus dois remates, fez três passes para finalização, mas perdeu seis de dez duelos, foi desarmado duas vezes e teve dois controlos de bola deficientes.
  • Danilo P. 6.2 – Bom jogo do “trinco”. Foi o segundo jogador com mais interacções com a bola (97), terminou com 93% de passes certos, fez dois passes para ocasião e esteve bem no posicionamento.
  • Bruno Alves 4.8 – O defesa esteve uns furos abaixo do habitual. Teve apenas 71% de passes certos, algo baixo para um central, e teve somente uma acção defensiva (um desarme). Ganhou, no entanto, oito dos 11 duelos aéreos em que participou.

Resumo

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