Com uma “costela” espanhola e uma portuguesa, Guiné Equatorial continua a sonhar na CAN

A Guiné Equatorial está nos quartos de final da Taça das Nações Africanas após ter eliminado o Mali. É o único país de língua portuguesa em prova.

Mali e Guiné Equatorial precisaram de ir ao desempate por grandes penalidades para decidir o jogo dos oitavos de final da Taça das Nações Africanas (CAN). No ‘mata-mata’ foram os guineenses que levaram a melhor. É mais um capítulo da história de sonho de um país que ocupa o 114.º lugar do ranking da FIFA.

O Mali foi sempre melhor do que a Guiné Equatorial, porém, raramente revelou o melhor discernimento na finalização, ante um rival pouco audaz e que foi abusando do físico para ir mantendo o nulo, superiorizando-se, unicamente, na segunda parte do prolongamento.

Na primeira série de penáltis, a Guiné Equatorial desperdiçou uma possibilidade para sentenciar, algo que acabou por conseguir na fase de ‘morte súbita’, com o defesa do Vitória de Guimarães, Falaye Sacko, a não conseguir bater o guarda-redes, ao 16.º pontapé da marca dos 11 metros.

Ainda antes do jogos com os malianos, Luís Asué, jovem avançado do Sporting de Braga, falou do sonho que está a viver.

“É um sonho que estou a viver muito cedo. A felicidade não é só minha, mas também é da minha família. É um orgulho poder defender as cores do meu país na maior competição do continente africano”, disse o futebolista em declarações aos canais do clube minhoto.

Luís Asué foi suplente utilizado nos três encontros da fase de grupos. O jogador dos sub-23 arsenalistas não participou no jogo com o Mali.

Embora a Guiné Equatorial faça parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), os seus habitantes usam maioritariamente o castelhano. Além do espanhol, também o francês e o português são línguas oficiais do país.

Esta é a sua terceira participação na CAN, após em 2012 e 2015 se ter qualificado automaticamente por ser a anfitriã do torneio.

Desta vez, em 2022, o mérito é todo dos guineenses. Um país com cerca de um milhão de habitantes e cuja seleção conta com 16 jogadores com dupla nacionalidade guineense e espanhola.

“Sim, somos espanhóis, mas temos ascendência e sentimo-nos guineenses também. Uma coisa não impede a outra“, disse Iban Salvador ao El País.

Os comandados de Juan Michá vêm maioritariamente de clubes espanhóis de divisões inferiores.

  Daniel Costa, ZAP //

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