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Grupo Facebook mudou de nome. Agora passa a chamar-se Meta

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O diretor executivo do Facebook revelou, esta quinta-feira, que a empresa vai mudar de nome para Meta, numa tentativa de abranger a sua visão de realidade virtual para o futuro.

Foi durante a apresentação do Connect 2021, um evento para falar dos projetos de realidade aumentada da empresa, que Mark Zuckerberg anunciou que o grupo Facebook vai passar a chamar-se Meta. O diretor executivo justificou a mudança afirmando que o atual nome não abrange tudo o que a empresa faz atualmente pois, para além das famosas redes sociais Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp, também inclui projetos como a Quest VR e a plataforma Horizon VR, entre outras.

“Hoje somos vistos como uma rede social, mas no nosso ADN somos uma empresa que desenvolve tecnologia para conectar pessoas”, afirmou, destacando que as redes sociais serão “sempre” o foco da empresa, mas que o nome está a limitar a marca.

Para o CEO, tem sido limitador ter uma “marca que está tão intimamente ligada a um produto” e que esta “não pode representar tudo o que a empresa está a fazer hoje, muito menos o que vai fazer no futuro”, cita o site Ars Technica.

Zuckerberg considerou ainda que o nome Meta, que vem da palavra grega “além”, reflete a nova direção da gigante tecnológica, ou seja, “ajudar a trazer o metaverso à vida” (um mundo que usa a Internet, a realidade virtual e a realidade aumentada para replicar a realidade e onde as pessoas poderão interagir).

O diretor executivo declarou que esta é “uma mudança fundamental para a empresa” e disse ainda esperar que, com o tempo, sejam vistos como “uma empresa metaverso”.

O objetivo é que o “metaverso” alcance mil milhões de pessoas durante a próxima década e que a empresa seja um lugar onde as pessoas poderão interagir, trabalhar e criar produtos ou conteúdos no que espera ser um ecossistema que irá criar milhões de empregos para criativos.

Apesar desta grande mudança, as famosas aplicações não vão mudar de nome, assim como a estrutura corporativa da empresa, mas as suas ações passarão a ser negociadas sob a designação “MVRS” a partir de 1 de dezembro.

Os críticos apontam, no entanto, que a mudança parece ser uma tentativa de desviar as atenções dos “Facebook Papers”, um conjunto de documentos confidenciais que foram expostos e divulgados por um consórcio de órgãos noticiosos.

Muitos desses documentos, mencionados pela primeira vez por Frances Haugen, uma ex-funcionária do Facebook que se tornou denunciante, revelam como a empresa ignorou ou subestimou avisos internos sobre as consequências negativas e prejudiciais causadas pelos algoritmos da rede social em todo o mundo.

“O facto de Zuckerberg estar focado no chamado metaverso, enquanto sociedades de todo o mundo lutam para aliviar a miríade de danos causados pelas suas plataformas, só mostra como o Facebook está tão longe do contacto com as pessoas reais”, acusou Imran Ahmed, CEO do Center for Counter Digital Hate, citado pelo jornal britânico The Guardian.

“Imaginem o que o Facebook poderia alcançar se dedicasse apenas uma pequena fração do seu investimento no metaverso a uma adequada moderação de conteúdo para conseguir aplicar os padrões mais básicos de verdade, decência e progresso“, disse ainda.

Esta não é a primeira vez que uma gigante tecnológica aposta na mudança de nome. Em 2015, a Google também adotou o termo Alphabet para se distanciar do seu emblemático motor de busca e dar espaço a outras áreas, como a aposta nos carros autónomos.

  ZAP // Lusa

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