Gil Vicente 2-1 FC Porto | Dragão entra a perder

O FC Porto começou da pior forma a Liga NOS 2019/20. Na visita ao recém-promovido Gil Vicente, os “azuis-e-brancos” perderam por 2-1, apesar de terem dominado territorialmente durante toda a partida.

Contudo, os comandados de Sérgio Conceição permitiram muitos ataques rápidos e perigosos ao seu adversário e também muitos remates, com os gilistas a enquadrarem sete dos 12 disparos que realizaram, contra os três dos “dragões” em 13.

A eficácia esteve do lado dos homens da casa, que marcaram por Lourency e Bozhidar Kraev, e assim assinalam o regresso ao principal escalão do futebol português em grande estilo. Alex Telles fez, de penálti, o tento forasteiro.

O jogo explicado em números

  • Apesar da ausência de verdadeiras ocasiões de perigo – apenas um remate no primeiro quarto-de-hora, e para o Porto, embora desenquadrado -, os “dragões” mandaram na fase inicial da partida com 74% de posse de bola e todos os caminhos para a sua baliza fechados. Os 86% de eficácia de passe não deixavam os minhotos ter bola.
  • Jesús Corona esteve quase a marcar aos 25 minutos, na primeira grande ocasião do Porto na partida, mas a melhor do jogo até ao momento aconteceu em dois remates consecutivos do Gil Vicente aos 28 minutos, para duas defesas de grande categoria de Agustín Marchesín, a evitar o tento anfitrião.
  • Assim, à passagem da meia-hora os visitantes continuavam a mandar (72%) de posse, mas o Gil Vicente registava já três disparos, todos enquadrados, contra dois do Porto, nenhum com a melhor direcção. Arthur Henrique, com três passes para finalização e quatro desarmes, começava a destacar-se nos homens da casa, com o guardião argentino Marchesín a brilhar pelo Porto.
  • Aos 36 foi Soares a falhar um “penálti” em movimento, para defesa fácil de Denis, numa fase em que o jogo começava a abrir e a ganhar emoção. Em cima do intervalo, o juiz assinalou grande penalidade para o FC Porto, por falta de Alex Pinto sobre Sérgio Oliveira, mas após consulta do VAR, a punição foi retirada.
  • Nulo ao descanso que premiava a boa organização do Gil Vicente. Os minhotos deram a iniciativa da partida ao FC Porto, que teve bem mais bola e qualidade no passe, mas foram os homens da casa a rematar mais e melhor, enquadrando quatro dos seus seis remates.
  • O guarda-redes portista, Marchesín, foi o melhor do primeiro tempo, com um GoalPoint Rating de 6.6, fruto de quatro defesas, três a remates na grande área, algumas a evitar golos feitos.
  • A segunda parte começou com uma grande perdida de Tiquinho Soares, aos 50 minutos. O Porto reentrou na partida a dominar, com 70% de posse de bola nos primeiros 15 minutos do segundo tempo e os três únicos remates do segundo tempo. Mas foi precisamente em cima da hora de jogo que o Gil marcou.
  • Numa perda de bola de Moussa Marega, João Afonso isolou Lourency e este não falhou perante Marchesín. Ao primeiro remate no segundo tempo, os minhotos colocavam-se em vantagem e o brasileiro Lourency confirmava as boas indicações do primeiro tempo.
  • Contudo, o Porto acabou mesmo por beneficiar de uma grande penalidade. O árbitro assinalou mão na bola de Rodrigão na grande área e, na conversão, Alex Telles (73′) não falou e empatou o jogo, ao quinto remate portista no segundo tempo, segundo enquadrado.
  • O segundo tempo trouxe muito mais Porto, em posse, na acutilância ofensiva, com mais remates, mas a eficácia parecia estar do lado dos da casa. Aos 77 minutos, o inevitável Lourency cruzou, Bozhidar Kraev dominou no coração da área e atirou a contar. Novamente o Gil na frente, com dois golos em somente três disparos no segundo tempo e quatro acções com bola na área contrária.

Hugo Delgado / Lusa

  • O Porto reagiu e partiu para o contra-ataque, em busca do empate, mas o Gil Vicente cerrou fileiras, recuou e não deu mais espaços para os portistas atacarem. Aliás, os visitantes terminaram a partida com cinco remates de fora da área num total de 13, demonstrativo de algumas dificuldades de penetração ofensiva.

O melhor em campo GoalPoint

A primeira parte apontava para Marchesín como a grande figura da partida, fruto das excelentes intervenções que realizou a evitar golos do Gil Vicente.

Mas no segundo tempo, com os golos a surgirem, foi o extremo-direito gilista Lourency a terminar com o melhor GoalPoint Rating do encontro, um valoroso 7.4.

O brasileiro foi um dos mais perigosos dos minhotos na primeira parte, mostrando uma clarividência acima da média, e no segundo tempo confirmou essa ideia, ao marcar um golo, estando na origem do segundo tento anfitrião.

Ao todo, Lourency fez seis disparos, de longe o mais rematador da partida, enquadrou três deles e concluiu duas de seis tentativas de drible.

Jogadores em foco

  • Agustín Marchesín 6.4 – As duas defesas consecutivas na primeira parte, a evitar golos quase feitos do Gil, aumentaram ainda mais o “hype” em torno do argentino, após a defesa que fez na visita ao Krasnodar. A verdade é que o guardião acabou por ser o melhor do Porto, com cinco defesas, três delas a remates dentro da sua grande área.
  • Bozhidar Kraev 6.4 – O internacional búlgaro deixou boas indicações ao longo da partida, em especial ao nível técnico, apesar de ter estado algo discreto atrás do ponta-de-lança Sandro Lima. Quando teve oportunidade para brilhar não desperdiçou, recolhendo uma bola colocada na área por Lourency para fazer o 2-1. Ao todo somou dois remates, um enquadrado, e completou a única tentativa de drible.
  • Iván Marcano 6.3 – O espanhol, regressado ao Porto, foi dos mais esclarecidos do “dragão”, tendo ganho os dois duelos aéreos defensivos em que participou, realizado sete recuperações de posse e somado oito acções defensivas.
  • Arthur Henrique 6.3 – Um dos melhores do Gil, em especial na primeira parte, tendo inclusive liderado os ratings durante algum tempo. O extremo-esquerdo não rematou, mas realizou três passes para finalização, completou duas de cinco tentativas de drible e ainda fez quatro desarmes.
  • Pepe 6.1 – O internacional luso não fez uma partida de sonho, é certo, mas esteve sempre na linha da frente a tentar empurrar a sua equipa para a frente, tendo registado o número mais alto de acções com bola do jogo, nada menos que 115. Na retaguarda ganhou dois de cinco duelos aéreos defensivos, recuperou oito vezes a posse de bola e somou seis acções defensivas.
  • Tiquinho Soares 4.7 – Jogo para esquecer do ponta-de-lança brasileiro, que acabou mesmo por sair aos 58 minutos para entrar Luis Díaz. Soares fez somente dois remates, e esses foram ocasiões flagrantes desperdiçadas, uma na primeira parte, outra na segunda.

Resumo

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