Descoberta uma floresta primitiva dentro de um enorme buraco na China

Uma equipa de investigadores descobriu um enorme buraco, com 192 metros de profundidade, em Leye, no sul da China.

No fundo deste sumidouro com a altura de dois campos de futebol, os cientistas encontraram uma floresta primitiva.

O buraco já tinha sido detetado anteriormente por imagens de satélite, o que levou a equipa do Instituto de Geologia Cárstica da China Geological Survey a descer em rapel até ao fundo. A notícia foi avançada pela agência chinesa Xinhua.

No fundo, os investigadores encontraram todo um outro mundo. Foram encontradas três entradas de cavernas, bem como árvores com 40 metros de altura, relata o ScienceAlert. A superfície do fundo deste buraco tem 306 metros de comprimento e 150 metros de largura.

“Estas são notícias fantásticas”, disse George Veni, diretor executivo do National Cave and Karst Research Institute (NCKRI), que não esteve envolvido na descoberta.

Descobertas como esta no sul da China não são propriamente surpreendentes, uma vez que a região tem uma topografia cárstica, uma paisagem propensa a sumidouros e cavernas. Os chineses chamam-lhes de Tiankeng, que significa “poço celestial”. Só em Leye, já foram encontrados outros 29 sumidouros semelhantes.

Brookqi / Wikimedia

Exemplo de um “Tiankeng”, em Xiaozhai, na China.

“Por causa das diferenças locais na geologia, clima e outros fatores, a forma como o carste aparece na superfície pode ser dramaticamente diferente”, explicou Veni.

Chen Lixin, líder da expedição, disse à Xinhua que as plantas encontradas nas profundidades eram tão altas que chegavam aos ombros dos investigadores. Não é improvável que se encontrem lá espécies de fauna e flora nunca antes vistas.

“Eu não ficaria surpreendido em saber que existem espécies encontradas nessas cavernas que nunca foram relatadas ou descritas pela ciência até agora”, disse Lixin.

Não oferecem refúgio para vida, como também são um canal para aquíferos, ou depósitos profundos de água subterrânea. Os aquíferos cársticos são a principal fonte de água para 700 milhões de pessoas em todo o mundo.

  Daniel Costa, ZAP //

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