FC Porto 2-0 Nacional | Dragão minimalista à espera da águia

Missão cumprida. Sporting e Benfica haviam ganho os seus jogos nesta jornada, pelo que a pressão estava do lado do FC Porto. E os “dragões” não vacilaram.

Apesar de este ter sido um jogo a roçar o monótono, sem grandes rasgos de qualidade, individual e colectiva, a verdade é que os detentores da Liga NOS bateram o Nacional da Madeira de forma tranquila, por 2-0, com ambos os golos a serem marcados na primeira parte, por Sérgio Oliveira e Moussa Marega.

 

O jogo explicado em números

  • Diogo Leite no lugar de Malang Sarr, Nanu na vaga de Wilson Manafá, Jesús Corona na vez de Luis Díaz. Foram estas as alterações que Sérgio Conceição procedeu na equipa portista para este jogo, tendo em comparação o triunfo por 4-3 conseguido na última ronda, também em casa, frente ao Tondela. E as opções resultaram.
  • Só deu Porto nos primeiros minutos. Chegado o primeiro quarto-de-hora, o Porto registava 77% de posse de bola e os únicos três remates do encontro, um deles enquadrado, com 89% de eficácia de passe e oito acções com bola na área insular. Do outro lado as estatísticas ofensivas continuavam a zero.
  • Assim, o golo do Porto acabou por ser apenas uma formalidade. Mehdi Taremi sofreu falta de Pedrão na grande área, o árbitro assinalou grande penalidade e o melhor marcador da equipa, Sérgio Oliveira, cobrou o castigo máximo de forma forte e colocada. Ao quarto remate os “azuis-e-brancos” inauguravam o marcador.
  • E nada mudou nos minutos seguintes. O Nacional simplesmente não existia ofensivamente e, à meia-hora, continuava sem qualquer remate ou acção com bola na área portista, limitando-se a tentar destruir o futebol dos campeões nacionais, que registavam 69% de posse nesta fase. O primeiro disparo nacionalista aconteceu apenas aos 35 minutos, por Kenji Gorré, para defesa fácil de Marchesín.
  • Otávio Monteiro, com um rating de 6.0, era o melhor em campo nesta fase, com dois passes para finalização, três passes ofensivos valiosos, mas também três recuperações de posse. Uma vez mais o médio brasileiro estava presente nos momentos ofensivos e defensivos.
  • Antes do intervalo, o Porto acabaria por praticamente resolver a questão. Aos 39 minutos, Taremi serviu Moussa Marega que, perante Daniel Guimarães, desviou a bola do alcance do guarda-redes e fez o 2-0, ao sétimo remate, terceiro enquadrado. Tudo fácil para os donos da casa.

Manuel Fernando Araújo / Lusa

  • O Porto dominou por completo a etapa inicial do encontro, pressionou alto e não deixou o Nacional atacar, e os insulares foram pouco mais do que inexistentes no ataque até ao intervalo, registando um só remate, uma acção na área portista, contra 20 dos “dragões” do outro lado.
  • O melhor em campo nesta fase foi Sérgio Oliveira que atingiu o descanso com um GoalPoint Rating de 6.2, fruto do golo que marcou, de penálti, mas também de outras acções, como dois disparos enquadrados e um passe para finalização.
  • O Nacional esboçou uma tímida reacção na segunda parte, e até conseguiu equilibrar a posse de bola, que se encontrava em 50% para cada lado nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Contudo, ofensivamente, Brayan Riascos, sozinho na frente, era presa fácil, em especial para Chancel Mbemba, pelo que os visitantes continuavam sem rematar e muito menos ameaçar chegar ao golo sequer.
  • A distância entre os médios e Riascos era enorme e, pior ainda, no passe os insulares erravam muito no último terço. Aos 70 minutos somavam apenas dois passes ofensivos valiosos (eficazes a menos de 25 metros da baliza contrária), e os passes de risco falhados eram já 27, em claro contraste com os oito do FC Porto. Daí que a equipa visitante não passasse das cinco acções com bola na área contrária.
  • O Porto tinha o jogo completamente controlado, e Sérgio Conceição pôde rodar alguns jogadores e fazer descansar outros, embora dois deles, por sinal bastante importantes, Otávio e Corona, tenham saído com queixas físicas, algo que lançou nuvens de preocupação, uma vez que o jogo da Supertaça frente o Benfica aproxima-se e é já esta quarta-feira. Mas neste jogo, a missão estava cumprida.

 

O melhor em campo GoalPoint

O colombiano é uma espécie de jogador “invisível”, mas a verdade é que o seu papel em campo é fundamental para o futebol portista, e este domingo voltou a sê-lo. Matheus Uribe foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.0.

Defensivamente, mas também no passe, o médio esteve intratável, terminando o encontro com dez recuperações de posse, seis acções defensivas no meio-campo adversário e seis intercepções (ambos máximos do jogo).

Nas entregas foram 68 passes certos em 75 (91% de eficácia), bem como 13 passes progressivos certos. Um pilar na ideia de consistência e pressão no “miolo”.

 

Jogadores em foco

  • Otávio 6.5 – O brasileiro saiu na segunda parte, aparentemente com problemas físicos, mas foi um jogador fundamental na manobra portista. Além de dois passes para finalização, realizou quatro passes ofensivos valiosos, somou quatro acções com bola na área contrária e ainda realizou três desarmes e outras tantas intercepções.
  • Sérgio Oliveira 6.2 – Mais um golo do médio, este de grande penalidade. Sérgio Oliveira foi o mais rematador do jogo, com três desarmes, dois enquadrados, e ainda registou três acções com bola na área nacionalista e quatro recuperações de posse.
  • Chancel Mbemba 6.1 – Belo jogo do central, cada vez mais uma pedra consistente, concentrado, sem se precipitar nas suas acções. O congolês “secou” por completo o desamparado Riascos, pelo chão, pelo ar, acertou 91% dos passes que realizou, sete de dez longos e registou 15 passes progressivos certos.
  • Zaidu Sanusi 6.0 – O lateral regressou ao “onze” e esteve seguro, embora tenha tido pouco trabalho defensivo. Ofensivamente fez um passe para finalização, acertou 90% das 50 entregas, ganhou os dois duelos aéreos ofensivos em que participou e completou as duas tentativas de drible.
  • João Vigário 6.0 – O melhor jogador do nacional foi o seu lateral-esquerdo. Vigário pouco atacou, mas conseguiu somar um remate e um passe para finalização, e na retaguarda destacou-se com quatro desarmes e cinco alívios.
  • Moussa Marega 6.0 – O maliano entende-se bem com Taremi e beneficiou disso mesmo no golo que marcou, ao receber um passe do iraniano, que por seu turno já havia atraído dois defesas para a sua ilharga. Marega registou ainda o máximo de acções com bola na área contrária (7).

 

Resumo

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