FC Porto 0-0 Belenenses | Dragão marca passo no “lavradio” do Jamor

O FC Porto não foi além de um empate sem golos na visita à Belenenses SAD, em jogo da 17ª jornada da Liga NOS. Num duelo de muita luta, fraco relvado e pouca inspiração ofensiva de parte a parte, os “dragões” só se podem queixar da sua ineficácia no último terço, após dominar por completo o seu adversário.

A partida ficou marcada pela lesão de Nanu, num violento choque com o guarda-redes contrário, que deixou em suspenso todos os que acompanhavam a partida e os próprios intervenientes.

O jogo explicado em números

  • Sérgio Conceição promoveu inúmeras mexidas nos “azuis-e-brancos” em relação à vitória por 2-0 em casa ante o Rio Ave. Sem Otávio, lesionado, os portistas apresentaram Felipe Anderson na esquerda, Fábio Vieira na direita, Nanu a lateral-direito, Wilson Manafá a esquerdo. Ficaram no banco Luis Díaz, Jesús Corona, Zaidu e Moussa Marega, que deu lugar no ataque a Evanilson.
  • Arranque acidentado de jogo, com muitas interrupções e futebol algo confuso. Mas uma das coisas previsíveis verificou-se. No primeiro quarto-de-hora o Porto dominou, com 64% de posse e o único remate do encontro (desenquadrado), bem como as únicas três acções com bola na área contrária. A Belenenses SAD tentava contra-atacar, mas sem sucesso.
  • Os anfitriões foram reagindo aos poucos e realizaram alguns ataque perigosos, mas a finalização estava longe de ser a ideal, pelo que aos 29 minutos, Sérgio Oliveira obrigou Stanislav Kritsyuk a grande defesa, com Mehdi Taremi a fazer a recarga, de cabeça, mas muito por cima. Os “dragões” continuavam a mandar no jogo, com 55%, e a serem mais acutilantes no ataque, e à meia-hora somavam já cinco remates, três enquadrados, enquanto os comandados de Petit tinham dois disparos, ambos sem a melhor direcção.
  • A pouca qualidade do jogo em termos individuais (e colectivos) reflectia-se nos ratings, sem que nenhum chegasse sequer ao 6.0. O melhor nesta fase era o central dos “azuis” de Lisboa, Tomás Ribeiro, com 5.9, fruto de três intercepções e dois duelos aéreos ofensivos ganhos. Sérgio Oliveira era o melhor portista, com uma centésima menos, com dois desarmes e cinco recuperações de posse.
  • Até ao intervalo praticamente só deu Porto, que chegou mesmo a marcar, aos 43 minutos, mas o tento de Evanilson foi anulado por fora-de-jogo. Ainda assim, ideia clara que, ou os homens da casa reagiam ou iriam viver uma etapa complementar muito complicada.
  • Ao intervalo, Nulo no Jamor a castigar a total falta de inspiração ofensiva das duas equipas, em especial ao FC Porto, que foi superior em termos de posse de bola (61%) e de remates. Foram dez disparos, cinco à baliza, mas Kritciuk ia respondendo com algumas intervenções de qualidade. Por isso mesmo o guardião dos da casa era o melhor em campo ao intervalo, com um GoalPoint Rating de 6.8, fruto de cinco defesas, duas a remates na sua área.
  • Muito mais Porto no arranque do segundo tempo, chegando aos 67% de posse de bola à passagem da hora de jogo. No remate as coisas estavam mais equilibradas, três para os visitantes, dois para os da casa, nenhum com a melhor direcção. Em termos de acções com bola na grande área adversária, os campeões nacionais também se mostravam mais fortes, com 16 contra nove.
  • Por volta do minuto 70 já era raro vem a Belenenses SAD passar do meio-campo, apostando apenas em tentar destruir o jogo portista, que não encontrava espaço para criar perigo, nem na grande área. Prova disso o facto de Taremi registar já dez acções com bola na área contrária, mas sem conseguir criar situações claras de golo. Ainda assim era o mais rematador do desafio, com cinco disparos.
  • Miguel Cardoso teve, aos 78 minutos, a melhor ocasião dos homens da casa. Isolado, galgou terrenos, mas adiantou demais a bola e permitiu a Marchesín lançar-se aos seus pés e recolher o esférico. Respondeu o Porto aos 82 minutos, com o recém-entrado Corona a centrar da esquerda e Taremi a cabecear de cima para baixo. Kritciuk respondeu com uma extraordinária defesa.
  • Perto do fim um lance arrepiante. Kritciuk saiu da baliza em grande velocidade a acorrer a um centro, Nanu acorreu também ao lance e o choque, violento, foi inevitável. A preocupação foi geral no terreno do jogo, pois Nanu caiu violentamente e inanimado, entrando de imediato a ambulância para levar o jogador para o hospital.
  • Até final o Porto pressionou muito em busca do golo, o Belenenses conseguiu aproveitar o espaço para criar algum perigo, mas nunca soube definir bem o último passe. Assim, não houve golos, num jogo com mais luta que inspiração.

José Sena Goulão / EPA

Momento em que Nanu caiu inanimado no relvado

O melhor em campo GoalPoint

Desta feita bateu certo com a votação online no nosso twitter. O melhor em campo neste tenso jogo no Estádio do Jamor foi o guarda-redes Stanislav Kritsyuk. O russo não vacilou em nenhum lance ao longo da partida, apesar da avalancha ofensiva do FC Porto. Com mãos de “ferro”, terminou a partida com seis defesas, algumas de grande grau de dificuldade, três delas a remates na sua grande área. E ainda somou uma saída pelo ar eficaz e duas a soco. Terminou com um GoalPoint Rating de 7.7.



Jogadores em foco

  • Tomás Ribeiro 7.2 – Perante a intensa pressão portista, a concentração de Tiago Ribeiro foi fundamental para o nulo final. Um autêntico patrão da defesa, ganhou cinco de seis duelos aéreos defensivos e registou oito recuperações de posse, sete intercepções e nove alívios.
  • Sérgio Oliveira 6.8 – Organizador por excelência, lutador por natureza. O médio esteve bem nas entregas, com cinco passes ofensivos valiosos, acertou nove de 12 passes longos e no trabalho defensivo apresentou nove recuperações de posse e cinco desarmes. Pecou nas perdas de bola, com 30.
  • Nanu 6.7 – Azarado o lateral portista, vítima de um choque violento que a todos arrepiou e preocupou e do qual todos esperamos que recupere rapidamente. Até lá tinha sido um dos melhores em campo, com dois passes para finalização, cinco acções com bola na área contrária, oito dribles eficazes em nove tentativas (quatro no último terço) e, defensivamente, um corte decisivo. Foi um autêntico extremo.
  • Fábio Vieira 6.6 – Uma das surpresas de Sérgio Conceição no “onze” portista. E não desaproveitou a oportunidade. Até sair, aos 62 minutos, criou uma ocasião flagrante em dois passes para finalização, fez quatro passes ofensivos valiosos, completou as três tentativas de drible e realizou quatro desarmes.
  • Pepe 6.2 – O central portista esteve muito bem nas entregas. Ao todo fez 18 passes longos, tendo eficácia em dez, completou 14 passes progressivos e, defensivamente, ganhou dois de cinco duelos aéreos defensivos e registou dez recuperações de posse.
  • Mehdi Taremi 5.9 – Este não foi o jogo do iraniano, em concreto na finalização. Taremi foi o mais rematador da partida, com seis disparos, três enquadrados, e acumulou 11 acções na área contrária. Contudo, acertou só quatro de 12 passes, ganhou apenas três de dez duelos aéreos ofensivos, acumulou cinco maus controlos de bola e desperdiçou uma ocasião flagrante.

Resumo

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