Fatura de Brexit sem acordo aumenta em 2,3 mil milhões de euros. “Desperdício chocante do dinheiro” dos britânicos

O Governo britânico vai ter mais dois mil milhões de libras (2,2 mil milhões de euros) para preparar a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem um acordo, anunciou o ministro das Finanças, Sajid Javid.

Os fundos adicionais para o Brexit vão ser aplicados na contratação de mais 500 guardas para as fronteiras, no transporte e armazenamento de medicamentos e em campanhas de informação destinadas às empresas e aos cidadãos.

O Governo vai também aumentar o apoio consular aos britânicos residentes em países da UE e a capacidade de emissão de passaportes para evitar atrasos.

Metade do valor, 1,1 mil milhões de libras (1,21 mil milhões de euros) vão ser gastos imediatamente e o restante fica disponível como reforço, caso seja necessário.

Este novo financiamento junta-se aos 4,2 mil milhões de libras (4,6 mil milhões de euros) que o antecessor de Sajid Javid já tinha atribuído para o mesmo efeito. O anúncio é feito na sequência do compromisso do primeiro-ministro britânico, indigitado na semana passada, de “ligar o turbo” nos preparativos de um Brexit sem acordo.

O sucessor de Theresa May tem reiterado a determinação em sair da União Europeia no final do prazo previsto, a 31 de outubro, “aconteça o que acontecer”, mas declarou-se disposto a negociar um acordo de saída sem a solução para a Irlanda do Norte.

A solução de último recurso, designada por ‘backstop’, pretende evitar uma fronteira física com a vizinha República da Irlanda e consiste em criar um “território aduaneiro comum”, abrangendo a UE e o Reino Unido, no qual não haveria quotas ou tarifas para produtos industriais e agrícolas.

O maior partido da oposição, o Partido Trabalhista, considerou, citado pelo semanário Expresso, este novo investimento de 2,3 mil milhões como um “desperdício chocante do dinheiro dos contribuintes”, responsabilizando “o impulso de Boris Johnson para uma saída sem acordo totalmente evitável”.

Já a presidente da comissão de contas públicas da Câmara dos Comuns, Meg Hillier, citada pelo mesmo jornal, comprometeu-se a analisar as despesas anunciadas.

“Só porque Boris faz com que pareça que está a travar uma guerra, com reuniões em Whitehall [sede do Governo] sete dias por semana, isso não é uma licença para gastar o dinheiro dos contribuintes como água”, criticou Hillier. “Claro que é responsável um Governo estar preparado para uma emergência. Mas esta é uma emergência criada pelo próprio Governo”, apontou ainda.

ZAP // Lusa

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