Farmacêutica lança alternativa de 90 cêntimos ao medicamento que subiu de 12 para 670 euros

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Uma empresa farmacêutica norte-americana anunciou uma alternativa de baixo custo ao medicamento Daraprim, cujo preço disparou em 5.000%, passando dos 12 para os 670 euros.

A Imprimis Pharmaceuticals anunciou que está a desenvolver uma opção low cost, a menos de 1 euro por comprimido, para responder ao aumento de preço do Daraprim, da Turing Pharmaceuticals.

A Turing Pharmaceuticals comprou o laboratório que fabricava originalmente o medicamento, usado por doentes de cancro e de SIDA e, de um dia para o outro, aumentou de 12 para 670 euros o preço de de cada comprimido.

O Daraprim é usado para o tratamento da toxoplasmose, uma doença infecciosa geralmente provocada pelas fezes e urina dos gatos e que é particularmente nefasta para quem tem sistemas imunitários débeis, como é o caso dos doentes com SIDA e dos fetos no útero materno.

O brutal aumento de preços foi justificado pelo CEO da Turing Pharmaceuticals, Martin Shkreli, com a necessidade de tornar o Daraprim rentável.

Martin Shkreli / Twitter

Martin Shkreli, CEO da Turing Pharmaceuticals - durante uns dias, O Homam Mais Odiado do Mundo

Martin Shkreli, CEO da Turing Pharmaceuticals – durante uns dias, O Homam Mais Odiado do Mundo

O jovem CEO, de 32 anos, já por muitos considerado o enfant terrible da indústria farmaceutica – ou simplesmente uma criança arrogante, na opinião de alguns – tornou-se instantaneamente o Homem Mais Odiado da Internet.

Após as inúmeras críticas que surgiram após o aumento, de cerca de 5.000%, Martin Shkreli viria a anunciar que seria feita uma revisão em baixa do preço – mas sem adiantar para que valor.

“Faz sentido baixar o preço em resposta à fúria que foi sentida pelas pessoas”, disse Shkreli à CBS.

O aumento no preço do Daraprim chegou mesmo a suscitar a intervenção da candidata presidencial Hillary Clinton, que escreveu à FDA, a autoridade do medicamento norte-americana, solicitando uma avaliação do caso, conta a CNN.

“Os pacientes que dependem deste tratamento não devem ter as suas saúdes e vidas em risco por causa de um desnecessário mercado anti-competitivo e a FDA deve actuar, através de todas as suas autoridades disponíveis, para remediar esta situação, o mais depressa que for exequível”, escreve Hillary Clinton ao organismo.

A candidata presidencial solicita concretamente à FDA que autorize a importação de medicamentos low cost do Canadá e do Reino Unido.

Entretanto, a Imprimis avança agora com o seu medicamento alternativo, que vai custar 99 dólares, cerca de 90 euros, por uma caixa de de 100 comprimidos.

Aparentemente, para a Imprimis o fabrico do medicamento é rentável.

ZAP

3 COMENTÁRIOS

  1. Mais uma prova que esta gente das farmacêuticas não olham aos doentes, mas sim ao dinheiro que podem ganhar e não podem perder. Aliás, eles sem doentes não fazem negócio. Agora pensem.

  2. Ora aqui está uma boa noticia, em contra-ciclo com o que tem sido hábito dos grandes grupos, principalmente desses “chulos” das farmacêuticas!…

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