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Farage: Portugal tem mais 20 anos de austeridade pela frente

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European Parliament / Flickr

O ex-líder do UKIP, Nigel Farage

O ex-líder do UKIP, Nigel Farage

As boas notícias económicas que têm assolado Portugal, nos últimos tempos, são sol de pouca dura e o país pode esperar “mais 20 anos de austeridade pela frente”, afirma o ex-líder do partido britânico UKIP, Nigel Farage, que defende que os portugueses devem pensar na saída da União Europeia.

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Numa entrevista ao site Observador, no âmbito da sua participação nas Conferências do Estoril, Nigel Farage diz que “as coisas estão melhores do que antes, mas continuam más comparando com o que eram há dez anos”.

E “quando o ciclo se inverter e a crise voltar, como a história inevitavelmente demonstra, a pressão sobre Portugal e a Zona Euro vai voltar”, destaca o eurodeputado britânico, notando o problema da elevada dívida pública portuguesa e prevendo que o país tem “mais 20 anos de austeridade pela frente”.

Dentro deste cenário, Farage, um dos promotores do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), nota que os portugueses devem pensar seriamente em imitar os britânicos.

“Gostaria que Portugal se levantasse perante os fanfarrões como Juncker [presidente da Comissão Europeia] ou os ridículos como Barnier [responsável da UE pelas negociações do Brexit], tudo gente má, muito má, e gostaria que dissesse: porque não fazemos uma separação sensata?”, aponta Farage no Observador.

Para o político britânico os portugueses devem perguntar-se se o país “quer ser uma nação independente”, se “quer abraçar devidamente o conceito de democracia — o que significa estar no comando, cometendo erros, claro, mas tomando as rédeas do seu destino” ou se “está feliz por ser um minúsculo satélite numa Zona Euro dominada pela Alemanha”.

Na entrevista ao Observador, Farage ainda deixa críticas a Cavaco Silva, no âmbito das suas declarações sobre o governo de geringonça, quando era Presidente da República.

“Os comentários que ele fez na altura foram do mais nojento que já ouvi na minha vida, de total desprezo pelo processo democrático, quer os partidos de esquerda se pudessem juntar ou não”, destaca o ex-líder do UKIP.

Críticas deixa também a Sócrates, que “era uma desgraça absoluta“, conforme nota, e a Durão Barroso, “um eurofanático” que “já garantiu uma boa reforma com o Goldman Sachs”, diz.

  ZAP //

2 Comments

  1. Este gajo há uns 10 anos ainda dava pra rir, nas coças que dava ao Barroso no Parlamento Europeu. Mas vai de parvo a parvalhão. Não diz nada de jeito… A era do “post-truth” e dos “post-facts” vieram deixar a nú, palermas como este gajo, que só sabem ter discurso populista.

    É fácil dizer o que as pessoas gostam de ouvir, querem ver?

    “A culpa é do sistema!”
    “Os bancos é só máfia!”
    “Morte aos traidores!”
    “Os partidos é que lixam isto tudo!”
    “As corporações económicas é que controlam os governos!”
    ” A União Europeia é má para os países do Sul!”
    “Os Refugiados andam a entrar pela Europa a dentro!”

    … Estão a ver que fácil é ter discurso populista? Se calhar já concorria a Primeiro Ministro, não?

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