EUA garantem que não estão envolvidos no ataque a central nuclear no Irão

White House / Wikimedia

Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca

Os Estados Unidos garantiram, esta segunda-feira, que não estiveram envolvidos no que o Irão chamou de ação de sabotagem da sua fábrica de enriquecimento de urânio, em Natanz.

Teerão acusou Israel de “ataque terrorista” ao sabotar o centro nuclear de Natanz e prometeu vingança e intensificação das atividades de enriquecimento de urânio, enquanto esforços diplomáticos estão em curso para permitir o regresso dos Estados Unidos ao acordo nuclear internacional, assinado em 2015 e abandonado unilateralmente pelo Governo do ex-Presidente Donald Trump em 2018.

A eventualidade de os Estados Unidos terem cooperado com Israel neste ataque deitaria por terra qualquer possibilidade de negociação entre Washington e Teerão.

“Os Estados Unidos não estiveram envolvidos de forma alguma”, disse a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki, recusando-se a comentar “causas ou consequências” do alegado ataque no Irão.

“Estamos determinados em focar-nos nos canais diplomáticos. Não recebemos nenhuma informação que indique uma alteração no rumo das negociações”, explicou ainda Psaki, referindo-se à reunião que, na quarta-feira, juntará diplomatas iranianos e norte-americanos à mesa das negociações.

A União Europeia e a Rússia, que participam nestes esforços diplomáticos, disseram esperar que o processo negocial não seja afetado pelo “incidente” de Natanz.

Mais de 24 horas após o incidente, as circunstâncias do ataque, a forma como ocorreu e a extensão dos danos causados continuam a ser desconhecidos.

Este domingo, a televisão estatal iraniana, citando o porta-voz do programa nuclear civil do Irão, noticiou que as instalações nucleares de Natanz tinham sofrido um “incidente” na rede de distribuição elétrica.

O “acidente” aconteceu um dia depois do lançamento de novas cascatas de centrifugadoras no complexo Shahid-Ahmadi-Rochan, em Natanz, no dia em que o Presidente iraniano, Hassan Rohani, inaugurou remotamente a nova fábrica de montagem de centrifugadoras.

As novas centrífugadoras oferecem ao Irão a capacidade de enriquecer urânio mais rapidamente e em maiores quantidades, em volumes e com um grau de refinamento proibido pelo acordo de 2015 alcançado em Viena entre o país e a comunidade internacional.

  ZAP // Lusa

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