Agências de espionagem dos EUA cedem informações a investigação sobre interferência russa

secdef / Flickr

Ex-Secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, conversa com o diretor dos serviços secretos Dan Coats

Trump ordenou às agências de espionagem norte-americanas que deem os dados que têm sobre interferência da Rússia nas presidenciais de 2016 ao Departamento da Justiça.

O diretor dos serviços secretos nacionais norte-americanos, Dan Coats, afirmou este sábado que as agências de espionagem irão fornecer ao Departamento de Justiça informações para revisão das atividades de inteligência relacionadas com a alegada interferência russa nas eleições de 2016.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, alega que a sua campanha foi vítima de “espionagem” e deu ao procurador-geral William Barr plena autoridade para divulgar publicamente informações secretas reunidas durante a investigação sobre as origens do caso do alegado conluio entre a campanha presidencial de Trump, em 2016, e a Rússia.

Numa declaração divulgada na sexta-feira, Dan Coats disse estar confiante de que Will Barr trabalhará com “normas estabelecidas há muito tempo para proteger informações altamente sensíveis e classificadas, que, se divulgadas publicamente, colocariam em risco a segurança nacional dos Estados Unidos”.

Donald Trump já disse que vai desclassificar os documentos relacionados com as origens da investigação sobre as ligações russas à campanha.

Antes de partir para o Japão, onde inicia este sábado uma visita oficial, Donald Trump disse aos jornalistas que a investigação foi “uma tentativa de golpe”. O Presidente disse que poderia correr até “milhões de páginas” e que queria desclassificar os documentos do FBI e da CIA, incluindo os que podem pertencer a contactos no exterior, no Reino Unido.

Os comentários de Trump acontecem um dia depois de ter concedido ao procurador-geral William Barr novos poderes para rever e potencialmente desclassificar os documentos relacionados com a investigação

A 14 de maio, Barr escolheu um procurador de Connecticut, John Durham, para analisar as origens da investigação à alegada conspiração entre Donald Trump e a Rússia nas eleições presidenciais de 2016. Trump tem vindo a afirmar que a sua campanha foi vítima de espionagem, embora os serviços secretos insistam que agiram de acordo com a lei.

Apesar de Mueller não ter encontrado nenhuma prova sobre o alegado conluio, o relatório documentou extensos esforços de Moscovo para interferir na campanha de 2016 e a disposição por parte de pessoas próximas de Trump em aceitar a ajuda russa.

// Lusa

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