Cientistas vasculharam 10 milhões de estrelas, mas sem sinal de vida alienígena

NASA

Astrónomos foram à pesca de ondas de rádio de baixa frequência numa grande parte do céu do sul, mas saíram de mãos a abanar.

Os cientistas recorreram ao radiotelescópio Murchison Widefield Array (MWA) para tentarem encontrar indicadores de civilizações extraterrestres avançadas.

Ao todos foram observados seis exoplanetas e mais de 10 milhões de estrelas na região de Vela, na Via Láctea. No entanto, ao que parece, não há indícios de civilizações alienígenas nesta área, escreve a Sci-News.

Os astrónomos Chenoa Tremblay e Steven Tingay garantem que os resultados não são dececionantes. Os especialistas argumentam que a investigação mostra como é fácil procurar inteligência extraterrestre quase acidentalmente enquanto se faz outras observações astrofísicas.

O ScienceAlert explica que, aqui na Terra, ondas rádio de frequência muito baixa podem “vazar” para a ionosfera. Se os alienígenas também estão a produzir estes sinais, e se forem poderosos o suficiente, os investigadores acreditam que podemos ser capazes de detetá-los.

“O MWA é um telescópio único, com um campo de visão extraordinariamente amplo que nos permite observar milhões de estrelas simultaneamente”, começou por dizer Tremblay. “Observamos o céu ao redor da constelação de Vela por 17 horas, parecendo mais de 100 vezes mais amplo e profundo do que antes. Com este conjunto de dados, não encontramos nenhum sinal de vida inteligente”.

A Via Láctea tem entre 100 e 400 mil milhões de estrelas. Assim, no máximo, os astrónomos apenas observaram 0,1% da Via Láctea, o que deixa ainda muito terreno por explorar à procura de civilizações extraterrestres.

“A quantidade de Espaço que examinamos era o equivalente a tentar encontrar algo nos oceanos da Terra, mas apenas procurar um volume de água equivalente a uma grande piscina de quintal”, salienta Tingay.

Além disso, para dificultar ainda mais as coisas, a tecnologia alienígena pode não ser nada parecida com a nossa tecnologia terrestre – não sabemos. Tecnicamente, isto significa que estamos à procura de algo que nem sabemos ao certo como é.

“Uma vez que não podemos realmente supor como é que possíveis civilizações alienígenas podem utilizar a tecnologia, precisamos de pesquisar de muitas maneiras diferentes. Usando radiotelescópios, podemos explorar um espaço de busca de oito dimensões”, disse Tingay.

Os resultados do estudo foram publicados esta semana na revista científica Publications of the Astronomical Society of Australia.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Estão olhando para um passado remoto e tentando receber sinais de radio que viajam a uma velocidade igual a da luz. é como usar um radio transmissor de brinquedo com 50 m de alcance no meio do deserto e esperar obter resposta.
    Enquanto não arranjarem um meio não relativista não vão obter resposta alguma estão a perder tempo.
    Dizer que não acharam alienígenas já era esperado. Se um aborígene manda uma mensagem batendo um pau num tronco oco não vamos escutar nem responder. Somos os aborígenes.

  2. Nos humanos, temos a sorte de entender o mundo e sermos curiosos e com apetencia para arriscar sempre. tivemos sorte a ciencia evoluir e gracas a ela estamos quase a entrar noutra era de ocupacao d outros mundos… a nossa inteligencia nao e grande coisa, mas quando trabalhamos em grupo somos mais fortes…

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