Em Odivelas, as escolas têm semestres em vez de períodos. Ministério admite alargar medida

Os alunos do concelho de Odivelas têm o ano letivo dividido em semestres, em vez de períodos. Tanto professores, como estudantes, fazem um balanço positivo do projeto.

Os cerca de 20 mil alunos do concelho de Odivelas ainda estão em aulas, enquanto que os colegas do resto do país já estão de férias. Neste concelho, o ano letivo é dividido em semestres, e não em períodos. Este é um projeto-piloto que trocou a habitual divisão do ano em três períodos por dois semestres. Sete meses depois de ter iniciado, o balanço é positivo e o Ministério da Educação admite que esta medida pode ser alargada.

“Há menos pressão, os alunos estão mais disponíveis para aprender e a verdade é que, sem dar por isso, já tenho a matéria toda dada”, contou a professora Ana Maria Gomes, da Secundária da Ramada, ao Diário de Notícias.

Segundo o matutino, o Ministério da Educação está a avaliar as experiências de semestralização “para equacionar a sua possível extensão“, apesar de não se comprometer com datas.

Com base nesta experiência, a divisão do ano letivo em dois semestres, com cerca de 80 dias de aulas cada, foi uma das principais razões para que alunos e professores se sintam confortáveis com esta mudança – a par da redução da duração das aulas de 90 minutos para 50 minutos, decidida pela escola com base na sua autonomia.

O facto de as aulas serem “menos maçudas” e o espaçamento entre testes que esta nova organização por semestres trouxe, são os principais fatores positivos apontados pelos alunos.

O primeiro semestre acontece entre setembro e o final de janeiro e o segundo entre fevereiro e junho. As escolas do concelho de Odivelas tiveram neste ano letivo uma semana extra de férias em novembro, durante as reuniões intercalares, e outra no final de janeiro, nas reuniões de avaliação do primeiros semestre.

O total de dias de férias tem de ser igual ao das outras escolas, mas estes alunos também gozam dias em casa nos dois maiores feriados religiosos (Natal e Páscoa), apesar de as férias poderem ser desfasadas do resto do país, como acontece agora com as férias da Páscoa.

Este é um dos problemas apontados ao projeto, uma vez que existem famílias com filhos colocados em escolas de outros concelhos. Há ainda quem critique a falta de avaliação no Natal, que permite, argumentam, acompanhar a evolução dos alunos.

Questionado pelo Diário de Notícias, o Ministério da Educação admite estar a avaliar as experiências de semestralização “para equacionar a sua possível extensão”, sempre “enquadrada em projetos integrados de reforço da avaliação formativa”.

Se os projetos mostrarem sucesso, há abertura para alargar a medida no âmbito da autonomia das escolas, não eliminando o tradicional calendário dividido em períodos, muito enraizado nas famílias.

De acordo com o jornal, além das escolas de Odivelas, há ainda seis agrupamentos do resto do país – Freixo (Ponte de Lima), Cristelo (Paredes), Marinha Grande Poente (Leiria), Fernando Casimiro Pereira da Silva (Rio Maior), Vila Nova da Barquinha (Santarém) e Boa Água (Sesimbra), que fazem parte do projeto-piloto de Inovação Pedagógica.

ZAP //

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