Escola na China transformou-se num “edifício andante” para evitar a demolição

(dr) Shanghai Evolution Shift Projetc

A Escola Primária Lagena, em Xangai, na China

Os residentes da cidade chinesa de Xangai que, no início deste mês, passaram pelo distrito de Huangpu podem ter encontrado uma visão incomum: um “edifício andante”.

De acordo com a cadeia de televisão CNN, uma escola primária com 85 anos, situada no distrito de Huangpu, em Xangai, foi erguida do chão e movida alguns metros. Este foi o esforço mais recente da cidade chinesa para preservar as suas estruturas históricas.

Uma equipa de engenheiros instalou quase 200 suportes móveis sob o prédio de cinco andares, de acordo com Lan Wuji, supervisor técnico do projeto da empresa Shanghai Evolution Shift, que desenvolveu esta tecnologia em 2018.

Os suportes funcionam como pernas robóticas: estão divididos em dois grupos que sobem e descem alternadamente, de forma a imitar o passo humano. Segundo Lan, junto a eles estão sensores que ajudam a controlar a movimentação do edifício.

“É como dar muletas ao edifício para que este possa levantar-se e andar”, declara o responsável, acrescentando que “a realocação não é a primeira escolha, mas é melhor do que a demolição.

Ao longo de 18 dias, o edifício foi rodado 21 graus e movido 62 metros para a sua nova localização. O processo foi concluída no passado dia 15 de outubro, sendo que a antiga escola vai transformar-se num centro para a proteção do património e educação cultural.

Um comunicado do Governo distrital de Huangpu explica que a Escola Primária Lagena, construída em 1935, foi movida para dar lugar a um novo complexo comercial e de escritórios, que deverá ficar concluído até 2023.

O projeto marca a primeira vez que este método de “máquina andante” foi usado em Xangai para mover um edifício histórico, informa ainda a nota das autoridades distritais.

“Prefiro não tocar nos edifícios históricos. (…) O Governo central está a dar mais ênfase à proteção destes edifícios. Estou feliz por ver este progresso nos últimos anos”, afirma Lan.

  ZAP //

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