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Encargos da ADSE e dos beneficiários com consultas aumentam 35%. Preço de partos e cirurgias pode ser revisto

Esta manhã, o concelho de direção estar disponível para rever os preços pagos aos hospitais e clínicas em alguns atos. Mesmo assim, mostrou a sua estranheza face à posição dos privados que retiraram da convenção “atos ou exames que não sofreram qualquer alteração na nova tabela”.

A revisão da tabela de preços da ADSE, anunciada e com entrada em vigor na última semana, tem causado polémica, nomeadamente entre os grupos privados de saúde que defendem que as alterações não valorizam “de forma adequada” o trabalho dos profissionais ou, segundo o jornal Público, a diferenciação dos seus hospitais e clínicas. Face às mudanças introduzidas, a ADSE vai passar, em algumas situações, a pagar menos aos prestadores e noutras, como consultas e exames, mais.

Na generalidade das consultas, o preço a pagar aumenta de 18,46 euros (14,47 euros pagos pela ADSE e 3,99 euros pelo beneficiário) para 25 euros (20 euros pagos pelo subsistema e cinco pelo beneficiário. Trata-se de uma subida superior a 35%. Aumentos semelhantes acontecem também nas consultas especiais e em determinados exames.

Apesar de no caso das consultas ser relativamente fácil estabelecer comparações entre os preços anteriores e atualizados, nas cirurgias a tarefa é mais complexa, como refere o Público, já que cerca de 700 atos passaram a ter um preço máximo, quando até agora os consumíveis e medicamentos usados tinham um preço livre.

Esta terça-feira, o Conselho Geral e de Supervisão da ADSE — órgão onde estão presentes representantes dos beneficiários, dos sindicatos e de vários ministérios — instou a direção da ADSE a realizar uma campanha de informação aos beneficiários sobre a nova tabela, de forma a esclarecer as dúvidas que surgiram no seguimento do anúncio da Cuf e do grupo Luz Saúde de que deixariam de aplicar a convenção para alguns atos, como os partos, ecografias, exames de gastrenterologia ou consultas — em alguns casos, com agendamento já efetuado.

A Cuf, por exemplo, estabeleceu um período transitório que permite que os exames de gastrenterologia marcados até 31 de agosto se realizem até ao final de outubro e que os partos se possam realizar até 31 de dezembro — depois destas datas, os atos serão cobrados em regime livre (em que o beneficiário adianta o valor e depois é parcialmente reembolsado pela ADSE). O mesmo procedimento foi adotado pelo grupo Luz Saúde no que respeita aos partos.

Num último desenvolvimento, a ADSE anunciou esta manhã estar disponível para rever os preços pagos aos hospitais e clínicas privadas pelos partos, testes de psicologia e pelas cirurgias de tiroidectomia, hérnia e gastrectomia parcial. No email enviado aos trabalhadores e aposentados do Estado, o conselho diretivo da ADSE “regista com estranheza a posição dos privados que retiraram da convenção “atos ou exames que não sofreram qualquer alteração na nova tabela e que eram prestados até aqui com os mesmos preços, como é o caso, por exemplo, das endoscopias ou colonoscopias”.

  ZAP //

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