Empregos que ninguém quer atingem valor recorde

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O número de ofertas de emprego sem candidatos atingiu quase 24 mil vagas no final de outubro, revelou o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Desde 2017 que não se via um valor tão elevado, escreve o Diário de Notícias.

Mais precisamente, são 23,6 mil as ofertas de emprego não preenchidas até ao final do mês passado. “As ofertas de emprego por satisfazer, no final de outubro de 2021, totalizavam 23.606, nos Serviços de Emprego de todo o País”, destaca o IEFP.

Em julho, havia 23.236 empregos disponíveis que ninguém queria.

O recorde histórico foi atingido em meados de 2017 (24,6 mil empregos por satisfazer), quando a economia estava a recuperar da crise da dívida e da troika.

Cerca de metade destes dizia respeito a apenas três setores: atividades imobiliárias e administrativas, alojamento e restauração, e construção. A tendência parece manter-se.

O DN escreve que isto mostra que muitos destes empregos devem estar a propor salários mais baixos e a oferecer condições precárias ou pouco atrativas.

Os dados do IEFP mostram, contudo, que os níveis de desemprego estão a baixar e que o ritmo das colocações está a evoluir de forma rápida. Em contrapartida, o número de postos de trabalho que ficam vazios está a registar uma subida galopante.

O número de empregos por preencher deverá ser maior, já que estes valores apenas dizem respeito às vagas anunciadas no IEFP. Há mais vagas no mercado nacional que não chegam a passar pelo crivo do centro de emprego.

“Por causa das medidas de apoio da pandemia, a exigência para a manutenção do subsídio de desemprego é menor, e em empregos em que os salários do mercado são muito próximos do valor do subsídio, aí há claramente um incentivo a não haver uma procura tão forte”, explica João Cerejeira, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, ao JN, em setembro.

  ZAP //

1 Comment

  1. depois vem dizer que os Migrantes fazem falta no mercado de trabalho ! que nao deixa de ser caricato quando vivemos num pais de Emigrantes , os migrantes nao sao parvos ,chegam ao territorio portugues e passados 2 meses ja estao em outro pais da europa ,tambem nao procuram trabalho precario e mal remunerado

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