O elefante-pigmeu perdeu oito toneladas à medida que evoluiu

(dr)

Palaeoloxodon falconeri

O elefante-pigmeu, natural da Sicília e Malta, perdeu mais de 8 toneladas de peso e quase 2 metros de altura ao longa da sua evolução.

O elefante-pigmeu (Palaeoloxodon mnaidriensis) é uma espécie extinta de elefante natural das ilhas da Sicília e Malta. Um novo estudo descobriu que ele diminuiu para metade em altura e encolheu quase 85% em massa corporal num período de apenas 350.000 anos.

Este é um caso de nanismo insular, um processo biológico através do qual o tamanho dos animais isolados numa ilha diminui dramaticamente ao longo das gerações.

A espécie extinguiu-se há cerca de 19.000 anos, perdeu mais de 8 toneladas de peso e quase 2 metros de altura. A equipa de investigadores analisou evidências moleculares dos restos mortais de um elefante-pigmeu desenterrado na caverna Puntali, na Sicília, Itália, para calcular a taxa de nanismo da espécie.

De acordo com a New Scientist, elefante-pigmeu reduziu em peso e altura em até 200 quilogramas e 4 centímetros por geração, durante um período máximo de cerca de 352.000 anos.

Posto em contexto, isto é o mesmo que os humanos modernos encolherem para aproximadamente o tamanho de um macaco Rhesus.

Um macaco Rhesus tem cerca de meio metro de altura.

“A magnitude do nanismo resultante deste rápido processo evolutivo é realmente impressionante, resultando numa perda de massa corporal de quase 85% num dos maiores mamíferos terrestres de todos os tempos”, disse o coautor Axel Barlow.

“Como descendentes de gigantes, os extintos elefantes-pigmeu estão entre os exemplos mais intrigantes de evolução nas ilhas”, acrescentou.

Os investigadores acreditam que o processo de nanismo começou quando o elefante-pigmeu divergiu do seu parente. Viver num ambiente insular e isolado acelerou o processo de evolução, criando uma nova espécie: P. mnaidriensis.

Estudos anteriores sugerem que os mamíferos nas ilhas evoluem cerca de três vezes mais rápido do que os seus parentes continentais. Pequenas populações iniciais e condições que criam pressões de seleção diferentes são razões que explicam a disparidade na evolução.

Os resultados do estudo foram publicados recentemente na revista científica Current Biology.

Daniel Costa, ZAP //

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