Especialistas preocupados com propagação da “doença dos cervos zombie” aos humanos

(CC0/PD) Markus B / pexels

Os cervos afectados podem parecer saudáveis. Os sintomas só se manifestam nos estágios finais da doença

Em 24 estados dos EUA e províncias do Canadá foram registados casos de caquexia crónica em cervos, alces e veados, informou o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, CDC. Esta doença neurológica mortal é também conhecida como doença de cervos “zombie”.

Os cervos dos Estados Unidos e do Canadá estão a morrer. Uma enfermidade neurológica, a caquexia crónica, transforma cervos, alces e veados numa espécie de zombies. Segundo o The New York Post, o transtorno afeta o cérebro e a medula espinal, provocando perda de peso e coordenação, bem comportamento agressivo dos animais.

Identificada pela primeira vez no fim da década de 1960 num cervo do Colorado, a caquexia crónica está a espalhar-se lentamente para outros locais, e atualmente já foi registada em 251 condados e 24 estados dos Estados Unidos. O CDC revelou que a doença já atingiu o Canadá, a Noruega, Finlândia e Coreia do Sul.

Mesmo que não se conheçam ainda casos desta condição mortal entre seres humanos, alguns especialistas estão a manifestar a preocupação de que possa atingir-nos também. Cientistas da Universidade de Minnesota suspeitam mesmo que a doença pode vir a tornar-se um problema de saúde pública.

Michael Osterholm, especialista desta universidade, sustenta que “é provável que nos próximos anos se documentem casos de seres humanos com caquexia crónica, ligados ao consumo de carne contaminada”. Segundo Osterholm, o número de tais casos poderia ser significativo, para além de eventos isolados.

O especialista comparou a doença com a encefalopatia espongiforme bovina, conhecida também como doença das vacas loucas, realçando que durante algum tempo as pessoas não acreditavam que esta enfermidade pudesse espalhar-se entre os seres humanos.

Os cientistas acreditam que a caquexia crónica se transmite através da presença de proteínas especiais, chamadas priões, nos fluídos corporais, produzidas pela saliva, sangue ou urina, e que podem permanecer no ambiente durante muito tempo.

Segundo The New York Post, estudos anteriores mostraram que primatas não humanos, como os macacos, podem contrair a doença através da alimentação ou pelo contacto com o cérebro ou fluidos corporais de um animal infectado. Não há vacina ou cura para a doença, e os seus sintomas podem aparecer apenas um ano após a contaminação.

ZAP // Sputnik News / NYPost / CDC

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