Director da OMS elogia Portugal. “Reagiu prontamente à pandemia”

Jean-Christophe Bott / EPA

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus

O líder da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, considera que “Portugal reagiu prontamente à pandemia de covid-19”, mas alerta que o país precisa de manter uma “vigilância contínua para garantir que não haja uma segunda onda”.

Declarações prestadas por Tedros Adhanom Ghebreyesus numa entrevista ao jornal Sol. Em respostas enviadas por escrito ao semanário, o líder da OMS analisa que, em Portugal, “em termos de dados epidemiológicos, temos visto um número decrescente de casos nas últimas semanas, o que reflecte as medidas que as autoridades e a população implementaram”.

“Mas é necessária vigilância contínua para garantir que não haja uma segunda onda e ressurgimento de casos”, alerta, contudo, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Numa entrevista onde nega pressões da China e onde reconhece, diplomaticamente, que os EUA são um forte aliado da Saúde mundial, o líder da OMS reforça “a importância de investir em sistemas de saúde”.

“Os governos devem investir de forma adequada e inteligente nos seus sistemas de saúde, para que as sociedades estejam mais preparadas para prevenir surtos e outras emergências de saúde e para promover a saúde dos seus cidadãos antes que adoeçam”, salienta Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Sistemas de saúde fortes e resilientes são a melhor defesa, não apenas contra surtos e pandemias, mas também contra as múltiplas ameaças que as pessoas de todo o mundo enfrentam todos os dias”, destaca o responsável da OMS.

Neste âmbito, Tedros Adhanom Ghebreyesus lamenta que “prevê-se que mais de 5 mil milhões de pessoas não vão ter acesso a serviços essenciais de saúde até 2030”, incluindo nestas dificuldades a “possibilidade para consultar um profissional de saúde, o acesso a medicamentos essenciais, ou a água corrente em hospitais“.

Ora, este tipo de lacunas “não prejudicam apenas a saúde dos indivíduos, famílias e comunidades; colocam em risco a segurança global e o desenvolvimento económico”, alerta.

Sobre a pandemia de covid-19, Tedros Adhanom Ghebreyesus refere que quando a OMS teve conhecimento do surto a 31 de Dezembro, “sabia que o mundo estava mais bem preparado para surtos de grande dimensão do que em emergências anteriores”. “Mas também sabia que ainda havia grandes lacunas em todo o mundo em termos de preparação”, diz.

Nesta altura, o “foco principal é garantir que os países estão preparados e equipados para impedir que as pessoas sejam infectadas e para cuidar dos que são infectados”, nota.

Tedros Adhanom Ghebreyesus aponta que “precisamos de uma estratégia abrangente para responder a esta doença”, “baseada em vigilância, intervenção em saúde pública, detecção de casos, testes, rastreamento, isolamento e quarentena”.

ZAP //

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