Crianças suiças aprendem Português no Salão do Livro de Genebra

spies, emanuele spies / Flickr

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Professoras da rede de ensino do português no estrangeiro (EPE) iniciam este fim de semana as crianças suíças à língua portuguesa no Salão do Livro de Genebra, em colaboração com as autoridades educativas locais.

Dedicada às línguas, a banca do Departamento de Instrução Pública, cultura e desporto (DIP) propõe este ano aos alunos entre os 5 e 12 anos aprender novas línguas e ao mesmo tempo valorizar as suas línguas de origem.

Este ano, duas professoras portuguesas colaboram, no âmbito do seu trabalho de ensino do português no estrangeiro, com o ensino genebrino nos projetos “Escolas Abertas às Línguas” (EOL, na sigla em francês) e num teatro em que os professores estrangeiros atuam nas suas línguas de origem e interagem com as crianças em diversas línguas.

Neste salão do livro, vão reproduzir e apresentar as atividades desenvolvidas ao longo do ano nas escolas públicas de Genebra.

“Vamos contar histórias em português, brincar com as línguas, comparar os sons e os alfabetos. Também apresentemos uma peça com o ‘teatro babilónio'” disse à Lusa a professora Ana Cristina Fonseca, 33 anos, professora em Genebra desde 2002 e colaboradora do EOL há seis anos.

“São atividades muito gratificantes porque vemos que os alunos estão muito atentos e ficam muito contentes por entenderem as histórias contadas noutra língua. Nota-se que é um momento especial”, sublinha a professora Judite Correia, 36 anos, desde 2007 em Genebra e colaboradora EOL há três anos.

A finalidade destes projetos é favorecer a integração dos alunos estrangeiros, valorizar a língua e a cultura destas crianças, mas sobretudo favorecer a aprendizagem de outras línguas.

“O ensino suíço acredita na aprendizagem precoce das línguas. Se uma criança conhece várias línguas, sempre é mais fácil aprender outras. Portanto, eles puxam para que os alunos falem a sua língua materna em casa” aponta Ana Cristina.

Cada vez mais alunos a meio do ano

A coordenadora destes projetos, Elisabeth Zurbriggen, salienta que “os alunos que conhecem bem a sua língua de origem aprendem e estudam com mais facilidade”.

À margem do EOL e do teatro babilónio, há seis anos o consulado português lançou um programa em colaboração com o ensino genebrino que pretende ajudar a integração de alunos lusófonos no ensino suíço.

Atualmente envolvida neste programa, Ana Cristina disse à Lusa que “a maioria é portuguesa”, mas o trabalho “é facilitar a integração de todas as crianças lusófonas, dos mais pequenos aos maiores”.

Judite Correia, que já participou neste programa durante um ano, acrescenta que a ideia é identificar as dificuldades de aprendizagem dos alunos e também ajudar os professores suíços no acompanhamento de alunos recém-chegados.

Ultimamente, a professora Ana Cristina nota que chegam cada vez mais alunos portugueses no meio do ano, um aumento que torna o acompanhamento mais complicado já que, neste momento, o ensino suíço tornou-se mais puxado em relação a Portugal.

O ensino genebrino também propõe aulas de acolhimento desde da primária até o secundário para alunos estrangeiros que acabam de chegar.

Por exemplo, “a nível da primária, um professor familiariza as crianças com a língua francesa através de atividades lúdicas durante um ano e prepara os alunos para integrarem as aulas ordinárias a tempo completo”, explica a professora Ana Cristina.

/Lusa

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