“É como heroína”. Cada vez mais crianças internadas por dependência do Fortnite

O jogo electrónico Fortnite está a tornar crianças de 6 anos mais “agressivas e violentas”. O alerta surge no Reino Unido, numa altura em que aumenta o número de jovens internados devido a problemas de adição a este jogo online.

No Reino Unido, várias Escolas Primárias estão a enviar alertas aos pais e a reunir com eles para os alertar sobre os perigos que o Fortnite representa para os seus filhos.

Este jogo online está recomendado para faixas etárias superiores a 12 anos, mas é jogado por muitas crianças com idades inferiores. Além disso, também é um sucesso entre adultos.

O jogo consiste em realizar batalhas online com outros jogadores, num mundo apocalíptico, com o objectivo de ser o único sobrevivente. O download do jogo é gratuito, mas podem comprar-se adereços para as personagens, como armas e fatos.

Lançado em 2017, o jogo tem, actualmente, mais de 200 milhões de jogadores em todo o mundo, sendo um negócio multimilionário para a empresa que o criou, a norte-americana Epic Games.

Para quem o joga, pode revelar-se um vício ao nível das drogas pesadas e há cada vez mais adolescentes internados por terem uma adição ao Fortnite.

“Este jogo é como heroína”, sustenta a especialista comportamental britânica, Lorraine Marer, que trabalha com crianças com adições a jogos, em declarações divulgadas pelo Independent.

“Logo que se fica viciado, é difícil largar”, nota Lorraine Marer. O problema é que as sensações criadas na prática do jogo envolvem os sistemas de dopamina do cérebro, que libertam químicos aditivos semelhantes aos que estão envolvidos na dependência de drogas.

Por outro lado, há também que evidenciar o problema da exposição de crianças muito jovens a “agressão e violência”, como nota a directora de uma Escola Primária britânica, Debbie Innes, no Telegraph. “Para crianças mais novas é difícil distinguir entre o jogo e a vida real”, sublinha.

Debbie Innes repara que, na sua escola, há uma clara associação entre o Fortnite e a degradação da atitude de algumas crianças que manifestam um “comportamento agressivo e linguagem que ouviram online“.

Também há relatos do aumento de situações de cyberbullying devido ao jogo.

Mas o problema não abrange apenas os mais novos, estendendo-se ao universo dos adultos. Há estudos que indicam que o Fortnite é a causa de muitos divórcios, e a principal Liga de Basebol dos EUA também se debate com casos de atletas com problemas físicos, nomeadamente nos pulsos, devido ao vício no jogo.

SV, ZAP //

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14 COMENTÁRIOS

  1. E quem são os culpados, perguntam vocês… OS PAIS. Permitem qualquer coisa para deixar os miúdos entretidos, depois queixam-se… Vão mas é para a rua brincar como antigamente, jogar à bola e correr que é o que têm falta!

    • Caro/a Jo, concordo consigo. Mas agora, veja esta situação: Pais que saem de casa às 7 da manhã ou mais cedo, o(s) filho(s) ainda ficam ou saem com eles… Chegam às 19:00 (vá…) ou mais tarde; os miúdos já estão em casa, ou chegam com eles… ir p/a rua brincar?! E sózinhos? E fazer o jantar, tratar das coisas, etc… Não sei se é Pai ou Mãe, eu sou Mãe de um adolescente de 15 e os nossos horários (Pai/Mãe) são ainda piores que estes, sempre foram… o meu filho ficava 12 horas na creche, depois Jardim de Infância, escola c/ATL, etc… há por aí muito adulto que não trabalha tantas horas e já c/transportes incluídos… sem apoios familiares (e nós infelizmente nunca os pudémos ter) acredite, não é mesmo nada fácil e cada caso é um caso; por isso, não seja tão ágil a criticar pois nem tudo é o que parece, e muito menos merecer ser metido no mesmo saco. Boas Festas.

      • Só os deixa usar o computador se quiser xD eu na minha infância jogava GTA que consiste em matar pessoas, roubar carros, traficar droga é andar com prostitutas é todos os jovens da geração de 90 o fizeram e não e por isso que emitiram.noticias a dizer que jogávamos joga violentos as crianças de hoje em dia parecem bonecos de porcelana não podem fazer nada eu cresci no bairro jogava a bola com os meus amigos e saia pá rua sozinho nunca aconteceu nada.. Agr tão a comparar um jogo a drogas? Pf um jogo que é em forma animada é não retrata cenários de guerra como as crianças vem nos filmes que os pais tão ver na TV.. pior é o vício do Facebook que destrói mais relações que o jogo e desliga o contacto de pai/filho

      • Se quando chegam não querem ter chatices, ponham os putos a brincar na rua, a ler um livro, ou a brincar com outros brinquedos, incentivem a imaginação das crianças.
        Não estou a dizer que se deva proibir, mas criar regras, do tipo, “só podes jogar durante X de tempo. Depois disso acabou-se”
        Mas é mais fácil, aos pais porem os miúdos à frente do PC/consola.. depois queixam-se que os miúdos são sedentários e obesos…

      • a culpa de ao pais trabalharem 12 horas e darem os filhos para os outros criarem é de quem?
        não seja tão agil a se desculpar 🙂

        • Bom dia Sr. Joaquim Populista. Não percebi o seu comentário a mim dirigido 🙂 A “culpa” não é certamente nossa, enquanto Pais (e quando digo “nossa” refiro-me a mais Pais como eu e o meu marido).
          Temos culpa que seja impossível comprar casa em Lisboa, ou até relativamente perto?
          Temos culpa de estarmos duas ou mais horas no trânsito de manhã (leia-se madrugada) e às vezes ao fim do dia?
          Temos culpa de não haver lugares nos berçários, creches, jardins de infância p/quem realmente precisa deles, a custos controlados, porque os “compadrios e amigos” é que deles usufruem quando podem perfeitamente pagar?
          Temos culpa de não termos familiares perto que possam levar as nossas crianças às escolas? E ir buscá-las?
          E podia continuar sem parar… vale a pena? Não. Agora, dizer-me que estou a ser ágil a desculpar-me?! O nosso filho tem 15 anos e gostávamos de ter estado mais tempo com ele… começa agora a compreender certas coisas, sempre lhe demos todo o amor e carinho que conseguimos (sentimentos e acções, não “coisas”). Mas cada um sabe de si, assim como “só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro”. BOAS FESTAS p/si.

    • Comparem-se 2 países UE Portugal / Alemanha
      Alemanha trabalham menos horas (na OCDE é o país que menos horas trabalha) quase não há creches, à mãe é atribuída licença parental até aos 3 anos do filho para estar com a família e crescer nesse ambiente, (continua a receber ordenado) Fora isso mas não menos relevante Saúde gratuita, escolaridade gratuita.
      Portugal trabalham mais horas e alega-se que a produção é fraca por vontade de alguns em 24 horas deviam-se trabalhar 26 ou coisa do género, ordenados mal pagos onde para sustento de uma família será necessário o rendimento do casal – onde pôr os filhos? – creche/infantário – (e que não são baratos) licença máximo de 6 meses ordenado é pago por 4 meses se ficar de licença até aos 6 meses é reduzido o ordenado (como se vêm em muitos casos a trabalhadora é simplesmente despedida pois está a contrato) o resto é o que se sabe, afinal somos um país de bebida e gajas.
      VIVA A UE, obrigado Merkel e afins

  2. Antes de se preocuparem com este jogo, já lançaram alertas sobre o uso do facebook também?
    Quem não tem que fazer é só perder tempo com avisos palermas

  3. Que notícia!

    Fortnite = a heroína!

    Estes britânicos estão cada vez mais psicóticos….deve ser derivado da consanguinidade, essas práticas monárquicas e o confinamento a uma ilha, revelam este desfeixo!

    O pior é haver jornalistas/ câmaras de eco que importam este lixo!

    Espero que os miúdos que vão ser proibidos de jogar por causa deste artigo se vinguem de quem o publicou 🙂

  4. Pois de pouco serve acusarem se uns e outros… ajudar pais com sujestoes, apoiar quem ainda tem coragem de ter filhos, sem deixar de os chamar as responsabilidades. Senão qq dia são só cães e gatos, mais criancas estúpidas.

  5. Não se pode pensar que os modos de vida antigos são melhores. A vida mudou. Se o miúdo de hoje não quer subir a árvores ou jogar na rua ninguém pode obrigar. Os avanços tecnológicos estão a transformar a sociedade. Não é para pior ou melhor, é para algo diferente. Tudo evoluiu para o menor esforço físico e maior ocupação (não trabalho) do cérebro. É a linha de desenvolvimento desde a revolução industrial, aparecimento dos media e ensino oficial.

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