Cláudia Pascoal vence Festival da Canção e leva “Jardim” à Eurovisão

José Coelho/ Lusa

Cláudia Pascoal

Cláudia Pascoal interpreta a canção “O Jardim” durante a sua atuação na final do Festival da Canção 2018

Cláudia Pascoal ganhou esta noite a final do Festival da Canção, em Guimarães, com o tema “O jardim”, e vai representar Portugal no Eurovisão, que se realiza em maio em Lisboa, sucedendo a Salvador Sobral como representante nacional no certame.

“O jardim”, da autoria de Isaura, foi a canção mais pontuada, por acumulação de votos atribuídos pelo júri regional e pelo público através de televoto. Na final deste domingo, transmitida em direto pela RTP1, a partir do Pavilhão Multiusos de Guimarães, competiam 14 concorrentes.

Cláudia Pascoal vai assim representar em maio Portugal no Festival da Eurovisão da Canção, que este ano se realiza em Lisboa depois de Salvador Sobral ter vencido em 2017 a competição com “Amar pelos dois”.

A cantora de Gondomar, de 23 anos, tinha ficado em segundo lugar na segunda meia-final, atrás de Diogo Piçarra, que entretanto desistiu da competição.

Na final desta noite, a música de Cláudia Pascoal, composta por Isaura, ficou em segundo lugar na votação dos júris regionais, recebendo 10 pontos, e foi a mais votada no televoto do público, no qual recebeu os 12 pontos.

“Jardim” somou no total 22 pontos, a mesma pontuação obtida pela canção “Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada” de Catarina Miranda. Em caso de empate, ditam as regras que prevalece o voto do público, pelo que Cláudia Pascoal se sagrou vencedora do Festival da Canção 2018.

Em entrevista à RTP, a cantora mostrou-se ainda nervosa e incrédula perante o resultado. “Não acredito que vou estar na Eurovisão, no meu país“, sublinhou.

Cláudia Pascoal vai agora representar Portugal no Festival da Eurovisão, que se realiza em Lisboa nos dias 8, 10 e 12 de maio. Enquanto vencedor da última edição, Portugal organiza o espetáculo deste ano e tem acesso direto à final de dia 12 de maio.

Homenagem a Simone

A edição deste ano do Festival da Canção ficou marcada por uma muito aplaudida homenagem a Simone de Oliveira. Acompanhadas por Nuno Feist ao piano, Aurea e Marisa Liz deram voz a canções de Simone, num tributo que terminou com a própria homenageada, aos 80 anos, a subir ao palco para cantar a “Desfolhada”.

Sem prejuízo do talento da vencedora desta noite e das excelentes prestações de Áurea e Marisa Liz, após a atuação da homenageada não faltaram vozes a defender que talvez não fosse má ideia ser a própria Simone a representar o nosso país na edição deste ano do Festival Eurovisão.

ZAP // Lusa

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10 COMENTÁRIOS

  1. Impressionante… que M***A de canção… pronto… usando palavras mais politicamente correctas… que menoridade (mediocridade era demasiado eufemístico)!… Se isto é o melhor que cá se faz…. Agora já sei porque gostavam que fosse a Simone outra vez… sou um deles!

  2. Que miséria de música!
    A interprete não tem culpa, mas também não mostra nada de extraordinário.
    Depois dos irmãos Sobral, sempre pensei que finalmente tinhamos encontrado o caminho certo… Acho que nem à 20 anos atrás, quando esta estética sonora era mais “novelty”, teria passado, porque tem zero em conteúdo.
    Mas a culpa é minha, depois do ano passado esqueci-me da desilusão constante que era a nossa presença na Eurovisão…

  3. A sério!? Tanta gente em bandas de rua que melhor faria. Não culpa da intérprete, pois teve a coragem de se chegar á frente e não desistir. Boa sorte para a Eurovisão, infelizmente nessa não teremos os votos do público de Gondomar.

  4. Portugal não pode fazer nada bem feito que tem logo a seguir uma atracção fatal por borrar a pintura. Já é assim desde os Descobrimentos quando depois dos feitos gloriosos do reinado de D. Manuel I, viemos a dar Tanger e a ilha de Bombaim aos Ingleses como dote para o casamento de Catarina de Bragança. Sempre com a fobia dos Espanhois, para ver se os Ingleses nos protegiam deles. Mas sempre foi assim: Vem um que faz algo de jeito, vem logo alguem atrás estragar… E por isso é que o mais certo é ficarmos nos últimos lugares no Festival, em último no Mundial de Futebol, voltarmos a lixo nas agências de rating e finalmente até a Madonna acabará por bazar daqui. Voltaremos ao nosso estado natural de mediocridade… E do Sebastianismo daquilo que podería ter sido mas nunca é.

    À boa maneira do nacional-copianço, tentaram preguiçosamente imitar a receita do Sobral. Asneira!.. Lembram-se de quando Israel ganhou duas vezes seguidas o Festival em 78 e 79? Não foi por copiar a receita do ano anterior… Foram duas canções muito criativas e totalmente diferentes uma da outra. Assim é que deve sempre ser!

    Não sei se foram 48 anos de censura ou se não temos de facto uma cultura que promova a critividade. O que é certo é que cá quem tem veia criativa a sério, não se aguenta muito tempo. O nacional-invejosismo entra logo em acção e ridiculariza-se/desdenha-se de quem é demasiado original, acabando os nossos génios criativos por perceber que Portugal não é compatível com a originalidade. Se és muito diferente és gozado como se de uma ovelha negra te tratasses. Não pertences à manada… Não és cinzento que chegue… És ridicularizado por ser demasiado diferente, etc… E depois temos os Saramagos em Espanha e as Marias João Pires no Brasil, etc…

    Por cá ficam os “merdíocres”… Felizes e contentes por se ter corrido com a ameaçadora diferença. Os Portugueses bons, têm geralmente de ser reconhecidos primeiro no estrangeiro para depois cá começarem a dizer que afinal eles eram muita bons e sempre foram cá dos nossos.

    • Afinal tanta retórica para acabar por não dizer nada!… Já se vê que é contra os cinzentos. Mas o que é ser cinzento?… De qualquer modo gostaria mais da primeira canção. Esta, seja cinzento ou não, ou seja lá o que isso queira dizer, não vai a lado nenhum. Vê-lo-emos no Festival da Canção!!!…

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