Cinco mercenários russos mortos em emboscada em Moçambique

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Acredita-se que cinco mercenários russos e 20 militares moçambicanos tenham sido mortos durante uma emboscada naquele país do sudeste da África.

Segundo informou na terça-feira o jornal Carta de Moçambique, citado pelo Moscow Times, este relatório não confirmado surge mês após a chegada de 200 mercenários russos e três helicópteros para ajudar as forças do governo de Moçambique a combater os jihadistas, em meio a uma busca mais ampla de Moscovo por influência no continente.

No entanto, a 08 de outubro, dois dias após a morte de um cidadão russo, o Kremlin negou ter enviado tropas do governo para Moçambique.

“Cinco membros russos do Grupo Wagner, que estão a ajudar o governo moçambicano a combater a violência nessa área do país, foram relatados como mortos”, afirmou a Carta de Moçambique, segundo fontes não identificadas.

Wagner é um grupo militar privado com vínculos ao empresário Yevgeny Prigozhin. Conhecido como “chef de Putin”, Yevgeny Prigozhin é apontado como o elemento que lidera o esforço da Rússia para trocar serviços de segurança e de eleição por direitos de mineração em África.

A alegada emboscada da tarde de domingo na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, vitimou ainda 20 membros das forças armadas de defesa do país, informou a Carta de Moçambique.

O especialista em terrorismo africano Jasmine Opperman acrescentou, citando relatórios emergentes, que até três veículos do exército foram queimados no ataque.

O Moscow Times não conseguiu confirmar os relatórios. Nem o Ministério da Defesa da Rússia nem a Concord, empresa de Yevgeny Prigozhin, comentaram as notícias no momento da publicação.

Os conflitos em Cabo Delgado já causaram a morte de centenas de pessoas desde outubro de 2017. O grupo terrorista do Estado Islâmico reivindicou o envolvimento em vários confrontos este ano.

Os laços de Moçambique com a Rússia remontam à década de 1960, quando o regime soviético apoiou o seu partido de inspiração marxista contra o domínio colonial de Portugal. Sob um acordo bilateral assinado em 2018, Moscovo concordou em enviar conselheiros militares para o país.

  ZAP //

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