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CGD investigada por encobrir falsificação de contas de empresa municipal

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João Carvalho / wikimedia

Edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, CGD

Edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, CGD

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) pretendia receber 24 milhões de euros, de um empréstimo concedido à empresa municipal PFR Invest, de Paços de Ferreira, mas acabou investigada sob suspeita de ter silenciado e compactuado com a “falsificação de contas” da sociedade.

Este caso é noticiado pelo Jornal de Notícias que avança que a CGD recorreu ao tribunal para tentar receber os 24 milhões de euros que emprestou à empresa municipal PFR Invest.

Mas o processo terminou com a absolvição da Câmara Municipal de Paços de Ferreira e com a CGD sob suspeita, a ser investigada pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas e pela Inspecção-Geral de Finanças.

Os juízes do caso consideram que a CGD “silenciou a falsificação de contas e agiu activamente com esta e o então presidente da Câmara, no sentido dessa falsificação de contas ser encoberta”.

A PFR Invest, uma empresa municipal criada para gerir as zonas industriais de Paços de Ferreira, solicitou à CGD, em 2008, um empréstimo de 20 milhões de euros, relata o JN.

Como garantia, a PFR Invest terá apresentado um documento onde o então presidente da Câmara, Pedro Pinto, se obrigaria a transferir para a empresa municipal os valores necessários para assegurarem o seu equilíbrio financeiro.

Em Setembro de 2010, os pagamentos da empresa à CGD começaram a falhar e, em 2015, a PFR Invest foi declarada insolvente.

O novo presidente da autarquia, Humberto Brito, recusou então pagar a dívida.

De acordo com os juízes do processo, o município “não se obrigou a pagar o empréstimo contraído”, mas apenas, a garantir o equilíbrio das contas, refere o JN.

O acórdão também, nota que a CGD, por ser credora de duas prestações em falta, já sabia que as contas da empresa não eram as anunciadas.

  ZAP //

1 Comment

  1. E onde está a investigação á CGD, sobre os “empréstimos”aos amigos, partidos,etc. Este banco, era uma espécie de Ordem dos enfermeiros. O dinheiro era e é tanto, que têm que o distribuir de qualquer forma,e nada melhor, que ser distribuído entre eles. A caixa era isso, mais ou menos. Todos se iam lá servir.

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