Esta habilidade ajuda as pombas a dominar as nossas cidades

As cidades não são conhecidas pela sua biodiversidade em expansão, mas alguns animais destacam-se como moradores urbanos: pássaros. Agora, os cientistas estão a entender como estes animais desenvolveram estratégias para prosperar nas cidades ao redor do mundo.

Apesar da falta de árvores e do excesso de pessoas, os pássaros têm uma capacidade estranha de sobreviver no meio urbano. Num novo estudo, publicado este mês na revista científica Frontiers in Ecology and Evolution, os cientistas restringem as suas habilidades de sobrevivência a duas estratégias.

Por um lado, alguns pássaros, como os corvos e as gaivotas, têm poder cerebral, uma vez que têm cérebros grandes e bem desenvolvidos, e usam esse poder para conseguir navegar pelas ruas da cidade.

Por outro lado, as pombas têm um poder reprodutor, uma vez que se reproduzem com mais frequência para aumentar as hipóteses de que a sua descendência chegue à idade adulta.

Investigadores analisaram dados de 27 cidades em todo o mundo, estudando mais de 600 espécies de pássaros, para descobrir a forma como as aves conseguem prosperar na calçada. Os cientistas estudaram factores como tamanho do cérebro e do corpo, expectativa de vida, distribuição da população e hábitos de reprodução.

A ideia de que pássaros com cérebro grande têm vantagens sobre outros animais não é nova. Estudos mostram mesmo que a inteligência de algumas espécies de papagaios rivaliza com a de bebés humanos. Num estudo publicado este mês, por exemplo, os papagaios conseguiram entender o conceito de probabilidade, prevendo a probabilidade das ações de um investigador resultarem na obtenção de alimentos. Essas habilidades são úteis para viver num lugar densamente povoado por humanos.

As pombas não são conhecidas por serem particularmente inteligentes. Para essas aves de cérebro relativamente pequeno, aumentar a frequência de reprodução é fundamental.

Cada uma dessas estratégias é específica para a vida na cidade, não sendo vistas em áreas mais selvagens. Em vez disso, as descobertas sugerem que as estratégias de sobrevivência são distintas – aves com cérebros de tamanho médio são as menos prováveis ​​de serem encontradas nas cidades.

Os resultados mostram a forma como os seres humanos influenciam que espécies sobrevivem nas cidades. “As espécies que conseguem tolerar cidades são importantes porque são aquelas com as quais a maioria dos seres humanos terá contacto nas suas vidas diárias e podem ter efeitos importantes no ambiente urbano”, disse Ferran Sayol, da Universidade de Gothenberg, em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

Por sua vez, o estudo ajuda a informar sobre a forma como as cidades influenciam a natureza que substituem. “Compreender o que torna algumas espécies mais capazes de tolerar ou mesmo explorar cidades ajudará os cientistas a prever como a biodiversidade reagirá à medida que as cidades continuarem a expandir-se”, disse Sayol.

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