Calçado português com presença recorde em Milão na maior feira do mundo

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A indústria portuguesa de calçado assegura, de domingo a quarta-feira, em Milão, uma “presença recorde” na maior feira do mundo do setor, com uma participação de 88 empresas, responsáveis por 7.000 empregos e 500 milhões de euros de exportações.

“Estamos a reforçar de forma significativa a nossa presença em certames profissionais e, em especial, na MICAM, que é a maior e a mais prestigiada feira de calçado do mundo”, afirmou o diretor de comunicação da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), Paulo Gonçalves, em declarações à agência Lusa.

Segundo Paulo Gonçalves, a comitiva portuguesa na feira de Milão “tinha estabilizado na ordem das 80 empresas, com pequenas alterações entre as 78 e as 81”, sendo os 88 expositores agora inscritos “a maior participação de sempre do setor não só na MICAM, como em qualquer outra feira no exterior”.

Salientando que o reforço da participação portuguesa “também vai acontecer na GDS”, feira que irá decorrer em Dusseldorf, na Alemanha, em meados de março, o diretor de comunicação da APICCAPS destaca o ainda “grande potencial de exportação” do setor português de calçado.

“Felizmente ainda temos um exército de novas empresas a começarem o processo de internacionalização e o potencial de crescimento deste setor é grande, na medida em que existem várias empresas que ou nasceram pequenas e hoje estão a crescer ou, durante muito tempo, estiveram voltadas para o mercado interno português e hoje estão a começar a exportar”, explicou.

A prová-lo, disse, estão as 15 empresas portuguesas de calçado que, do total de 150 que em março vão participar em feiras do setor no exterior, irão fazer a sua estreia neste tipo de eventos promocionais, depois de até agora terem estado “apenas voltadas para o mercado doméstico”.

“Para um setor que é altamente exportador, a promoção comercial externa é a primeira e grande prioridade” e as feiras setoriais são “absolutamente decisivas não só para contactar com os habituais clientes, como para contactar com importadores de todo o mundo”, afirmou Paulo Gonçalves.

No caso da MICAM, salientou, trata-se de uma “feira de plataforma”, que reúne em Milão “clientes de todo o mundo, desde russos a chineses, americanos, japoneses e árabes”, num total de 40 mil visitantes profissionais esperados pelos mais de 1.600 expositores presentes.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, visita a delegação portuguesa no certame na terça-feira.

“Queremos alargar o nosso exército de empresas exportadoras e é isso que estamos a procurar fazer, nomeadamente através de jovens empresas que consideramos que têm um potencial globalmente muito interessante”, sustentou o diretor de comunicação da APICCAPS.

Aliás, afirmou, numa indústria como a do calçado, que coloca no exterior mais de 95% da sua produção, equivalente a 1.700 milhões de euros, a promoção comercial externa é, necessariamente, assumida como “a primeira das prioridades”.

Por esse motivo, destaca a APICCAPS, estão previstas este ano ações comerciais em 16 mercados distintos, numa “verdadeira volta ao mundo em menos de 365 dias” acompanhada pela campanha de imagem com o ‘slogan’ “The Sexiest Industry In Europe”, que pretende reposicionar a oferta portuguesa a nível mundial.

Constituída por 1.696 empresas, a fileira portuguesa do calçado é responsável por 41.295 postos de trabalho, sendo o calçado o setor com maior relevância, com 1.354 empresas e 35.355 colaboradores, seguido dos componentes (245 empresas e 4.919 trabalhadores) e artigos de pele (97 empresas e 1.021 trabalhadores).

Com clientes em 132 países, nos cinco continentes, e as exportações a aumentarem 34% nos últimos cinco anos, o setor português de calçado assegura o maior contributo para a balança comercial portuguesa, na ordem dos 1,3 mil milhões de euros.

/Lusa

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